quarta-feira, março 22, 2006
Chuva parva
É uma chuva miudinha que irrita sem molhar. Lembra-me os salpicos do mar, quando o barco atravessava as ondas, obrigando-nos a fechar os olhos e a inspirar o cheiro a maresia. Ou então os passeios no Inverno, ao longo do muro da marginal, com o vento a levantar as ondas, que se revoltavam e explodiam sobre as rampas. "O mar está zangado" - diziam-me. Odeio esta chuva parva. Odeio o mar, agora que os meus marinheiros já partiram todos. O Mar que faça o que quiser, agora quem está zangada sou eu.
Equinócio de Primavera
Foi ontem. Hoje o dia já vai ser ligeiramente maior que a noite. Há flores nos descampados perto da minha casa. Há também um vento frio e uma chuva que não o chega a ser. Oficialmente a Primavera começou. Quando é que chegará de vez?
quinta-feira, março 16, 2006
Gracinhas II
As notas da Sofia foram muito boas. Teve tantofaz a tudo.
Aqui há uns tempos cairam blocos de neve no Portugalo.
Aqui há uns tempos cairam blocos de neve no Portugalo.
segunda-feira, março 13, 2006
Num dia assim...
...fiz um telefonema, logo de manhã, que colocou um ponto numa relação de três anos. Na altura não sabia se o ponto era final. Sabia que assinaláva uma paragem, o fim de um período. O que quer que acontecesse, dali para a frente nada seria igual. Depois levantei-me da cama e saí para a rua. Estava um dia assim, o primeiro do ano com a temperatura acima dos 20 graus e um Sol radioso. Nesse dia o Sol aqueceu-me a alma com uma sensação de liberdade intensa e a certeza absoluta de que era "o primeiro dia do resto da minha vida". Foi um dia feliz, em que esqueci os problemas e entreguei-me ao momento.
Os dias que se seguiram foram de grande angústia e dúvidas enormes que acabaram por conduzir à decisão de transformar aquele ponto num ponto final. Mas não é isso que interessa hoje. Interessa que saí à rua e, como todos os anos, voltei a sentir o Sol a aquecer-me a alma e a liberdade a inundar-me o espírito. E lembrei-me, mais uma vez, do dia em que a Primavera se tornou a minha estação preferida. Foi num dia assim...
Os dias que se seguiram foram de grande angústia e dúvidas enormes que acabaram por conduzir à decisão de transformar aquele ponto num ponto final. Mas não é isso que interessa hoje. Interessa que saí à rua e, como todos os anos, voltei a sentir o Sol a aquecer-me a alma e a liberdade a inundar-me o espírito. E lembrei-me, mais uma vez, do dia em que a Primavera se tornou a minha estação preferida. Foi num dia assim...
quinta-feira, março 09, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
Com isto na cabeça em loop
In a fleeting moment of a restless day
Driven to distraction
I was captured by the game
I have often wondered why I ever wanted to
Leave these scattered hours behind me and speed myself to you
I choose never to forget
I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
as viciously as these
I would not have believed you
Had I never seen
Now you and I are intimately pictured
In my dreams
I could not forsake you or fall tumbling away
And if I live in wonderland
I'm better off this way
I choose never to forget
I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
As viciously as these
Is this love?
Alison Moyet
Driven to distraction
I was captured by the game
I have often wondered why I ever wanted to
Leave these scattered hours behind me and speed myself to you
I choose never to forget
I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
as viciously as these
I would not have believed you
Had I never seen
Now you and I are intimately pictured
In my dreams
I could not forsake you or fall tumbling away
And if I live in wonderland
I'm better off this way
I choose never to forget
I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
As viciously as these
Is this love?
Alison Moyet
terça-feira, março 07, 2006
Tudo por culpa do Jon...
Dias influenciados pelo Jon: a excitação de ir assistir aos óscares em directo no Domingo, a ressaca do pouco sono na Segunda que se prolongou para hoje, devido a ter que esperar até tarde pelo médico para a Sofia. A chuva veio ajudar a tornar mais cinzento o mundo transfigurado pela falta de sono. Esta cinzentude é agravada pela quantidade monstruosa de reuniões desta semana: três ontem, duas hoje, uma amanhã e outra sexta. Como se não bastasse hoje tenho também surpervisão de prolongamento. Onde é que eu estava com a cabeça quando pensei iniciar esta semana complicada com duas horas de sono?
segunda-feira, março 06, 2006
quinta-feira, março 02, 2006
Clive
Fui ver este filme. Gostei imenso. E, de facto, não foi só da paisagem. Será este assim tão bom?
sábado, fevereiro 25, 2006
Porto
Aqui chove e faz frio. Não podia chover noutro fim de semana quando eu não estivesse cá? Apetece-me tanto explorar a cidade a pé...
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Panarício
É o que a minha Sofia tem no polegar esquerdo, que lhe valeu um frasco de antibiótico. Raio de coisa dolorosa que a minha princesa apanhou! Devia ser proibido em meninas pequenas. O que vale é que ela é muito valente e aguentou de polegar esticado enquanto a enfermeira a torturava. Chorou um bocadinho, mas portou-se melhor que muitos adultos (segundo a enfermeira) e não fugiu com o dedo. Estou muito orgulhosa da minha pequenina. Agora a ver se aprende a não arrancar peles dos dedos com a boca.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Faceta de Animal
| You Are Animal |
The Muppet Personality Test
Trabalhar é preciso
Mas quando vamos trabalhar só porque é preciso está o mundo muito mal... Tenho que arribar!
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Dia dos Namorados
O meu filhote tem uma namorada, a pequena Maria, com olhos castanhos e vivos e um longo cabelo louro. Tem sido um romance pegado, desde o início do ano. Para o dia dos namorados resolveu escrever-lhe um poema, sem ajuda, que a mãe babada não resiste a publicar. É um poeta o meu príncipe.
Maria
Sem ti o meu coração,
É uma sombra fria
Contigo
Estou cheio de alegria
Maria
Sem ti o meu coração,
É uma sombra fria
Contigo
Estou cheio de alegria
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Ultra-levur
Precisam-se de vários caixotes. Entregar com urgência no Ministério da Educação, Avenida 5 de Outubro, Lisboa.
terça-feira, fevereiro 07, 2006
Mais beijos
| Your Famous Movie Kiss is from The Empire Strikes Back |
What'>http://ynr.blogthings.com/whatfamousmoviekissareyouquiz/">What Famous Movie Kiss Are You?
domingo, fevereiro 05, 2006
Anos
No dia em que fiz trinta anos estava muito, muito feliz. Fiz uma enorme festa com todos os meus amigos. Lembro-me de me sentir bem comigo, realizada profissionalmente e de adorar a minha vida. As coisas mudaram entretanto e eu nem sei bem como. Objectivamente estão melhores do que alguma vez estiveram, mas o sentimento de satisfação já não está lá. Como dizia aqui há dias, falta-me um projecto novo.
No entanto, a festa foi formidavel, diverti-me imenso, lembrei-me que, de facto, tenho muita sorte em ter os amigos que tenho, que me encheram de mimos. Diverti-me imenso, obrigada a todos.
No entanto, a festa foi formidavel, diverti-me imenso, lembrei-me que, de facto, tenho muita sorte em ter os amigos que tenho, que me encheram de mimos. Diverti-me imenso, obrigada a todos.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Raios
Hoje era suposto ser um dia atarefado, com muitos afazeres e uma reunião. Afinal fiquei de molho em casa com vómitos e diarreia. E como se não bastasse a máquina de lavar roupa avariou. Bolas!
sábado, janeiro 28, 2006
Mãe Solteira
Há cerca de 2 anos e meio que sou mãe solteira. Lembro-me que nos primeiros tempos horrorizavam-me as compras, o ter que descarregar o carro e levar tudo para cima sozinha. Os miúdos, num instante, começaram a ajudar a levar os sacos mais leves e comecei a comprar quantidades pequenas. Como não precisava de esperar por companhia podia sempre ir mais vezes às compras. Lembro-me das birras da Sofia nos primeiros meses, enormes, por tudo e por nada, como se a estivessemos a maltratar. Depois, com o tempo a rotina do "sem o pai" instalou-se. No entanto ainda me custa adormecer sem companhia e tenho que me conter para não disputar a atenção do pai com os miúdos. Mas odeio a situação.
Era fácil dizer que admiro as mães que criam os filhos sozinhas, mas não admiro nada. É chato. Não é difícil, faz-se. Mas é muito desagradável não poder compartilhar as gracinhas e as descobertas, as notas e os castigos. E é chato ter que pegar no telefone para desabafar em vez de esperar pelo fim do dia e contar tudo olhos nos olhos.
Eu sei que tenho sorte, que é uma situação transitória, que temos os Domingos e as férias escolares. Mesmo assim, odeio a situação. A única coisa que torna tudo mais fácil de suportar são os dez minutos diários, às 6.45 da manhã, em que saio do duche e volto a enfiar-me na cama, para aquecer e criar coragem. É sempre o melhor momento do dia.
Era fácil dizer que admiro as mães que criam os filhos sozinhas, mas não admiro nada. É chato. Não é difícil, faz-se. Mas é muito desagradável não poder compartilhar as gracinhas e as descobertas, as notas e os castigos. E é chato ter que pegar no telefone para desabafar em vez de esperar pelo fim do dia e contar tudo olhos nos olhos.
Eu sei que tenho sorte, que é uma situação transitória, que temos os Domingos e as férias escolares. Mesmo assim, odeio a situação. A única coisa que torna tudo mais fácil de suportar são os dez minutos diários, às 6.45 da manhã, em que saio do duche e volto a enfiar-me na cama, para aquecer e criar coragem. É sempre o melhor momento do dia.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Pré revolução
O meu sindicato resolveu fazer um plenário. Eu resolvi ir. Depois descobri que afinal liberdade sindical não é para todos. Tenho que começar a repensar as minhas opções profissionais. Ou será a minha nacionalidade?
segunda-feira, janeiro 23, 2006
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Cinema
Adoro cinema. Desde a primeira vez, com 5 anos, em que me maravilhei com o tamanho daquela televisão, que fiquei viciada. No entanto, de há uns anos para cá, não tenho conseguido matar a fome ao vício.
Quando comecei a namorar com o JP achei que me tinha saído a Sorte Grande. Afinal com um namorado que trabalhava numa empresa ligada ao cinema, de certeza que haveria bilhetes para dar e vender. Sendo ele a minha alma gémea não me passou pela cabeça que não gostasse de cinema. Pouco tempo depois percebi que a vida nunca é assim tão simples. Claro que ele gostava de filmes. Mas se via cada filme 25 vezes antes de estrear, perdia a piada ir ao cinema. Para agravar a questão, aos poucos, ver filmes deixou de lhe parecer boa ideia para os tempos livres.
Apercebi-me, então, que detestava ir ao cinema sozinha. Mais do que ver um filme, gosto do ritual, de sair de casa, de comprar o bilhete, de beber um café a correr porque o filme está quase a começar, de comprar (sim, eu admito, sou dessas) um enorme balde de pipocas, metade doce, metade salgado, para devorar durante a sessão.
Portanto, ao fim de um ano de casada, tenho bilhetes para dar e vender mas não tenho companhia. Nesta altura a paixão sôfrega que nos assolou durante os primeiros tempos de casados começa a dar lugar a um amor calmo e confiante e começo a ponderar ir ao cinema sem ele. É então que fico grávida, o que me destrói irremediavelmente como cinéfila. Um simples anúncio publicitário reduz-me a lágrimas. Está fora de questão ver filmes que envolvam criancinhas. E pensando bem, qualquer ser humano pode ser o meu filho. Seguem-se quatro anos de comédias românticas e filmes leves "ad nauseum". Não vi o Titanic. Não vi o 6º sentido.
Findos os quatro anos a minha sensibilidade começou a melhorar e deixei os berreiros por tudo e por nada. Ainda pensei nisto antes de aumentar a família mas não me pareceu uma razão suficientemente forte para não o fazer. Vá-se lá saber porquê. E voltamos à Meg Ryan em grande estilo.
Passados 4 anos e uns meses, venho por este meio declarar-me pronta a redescobrir a minha paixão. Afinal vi o Sin City sem pesadelos. Portanto, da próxima vez que se sentirem incomodados com o ruído das pipocas ao vosso lado no cinema, olhem bem, que posso ser eu. Se o balde for dos grandes, sou de certeza. Isto se arranjar companhia e pontos de baby-sitter.
Quando comecei a namorar com o JP achei que me tinha saído a Sorte Grande. Afinal com um namorado que trabalhava numa empresa ligada ao cinema, de certeza que haveria bilhetes para dar e vender. Sendo ele a minha alma gémea não me passou pela cabeça que não gostasse de cinema. Pouco tempo depois percebi que a vida nunca é assim tão simples. Claro que ele gostava de filmes. Mas se via cada filme 25 vezes antes de estrear, perdia a piada ir ao cinema. Para agravar a questão, aos poucos, ver filmes deixou de lhe parecer boa ideia para os tempos livres.
Apercebi-me, então, que detestava ir ao cinema sozinha. Mais do que ver um filme, gosto do ritual, de sair de casa, de comprar o bilhete, de beber um café a correr porque o filme está quase a começar, de comprar (sim, eu admito, sou dessas) um enorme balde de pipocas, metade doce, metade salgado, para devorar durante a sessão.
Portanto, ao fim de um ano de casada, tenho bilhetes para dar e vender mas não tenho companhia. Nesta altura a paixão sôfrega que nos assolou durante os primeiros tempos de casados começa a dar lugar a um amor calmo e confiante e começo a ponderar ir ao cinema sem ele. É então que fico grávida, o que me destrói irremediavelmente como cinéfila. Um simples anúncio publicitário reduz-me a lágrimas. Está fora de questão ver filmes que envolvam criancinhas. E pensando bem, qualquer ser humano pode ser o meu filho. Seguem-se quatro anos de comédias românticas e filmes leves "ad nauseum". Não vi o Titanic. Não vi o 6º sentido.
Findos os quatro anos a minha sensibilidade começou a melhorar e deixei os berreiros por tudo e por nada. Ainda pensei nisto antes de aumentar a família mas não me pareceu uma razão suficientemente forte para não o fazer. Vá-se lá saber porquê. E voltamos à Meg Ryan em grande estilo.
Passados 4 anos e uns meses, venho por este meio declarar-me pronta a redescobrir a minha paixão. Afinal vi o Sin City sem pesadelos. Portanto, da próxima vez que se sentirem incomodados com o ruído das pipocas ao vosso lado no cinema, olhem bem, que posso ser eu. Se o balde for dos grandes, sou de certeza. Isto se arranjar companhia e pontos de baby-sitter.
terça-feira, janeiro 17, 2006
Dúvidas Existênciais
A Sofia anda cheia de dúvidas (palavra dela):
-Quem fica com as casas das pessoas que morrem?
-Os mortos-vivos andam de olhos fechados?
Já eu gostava de saber onde é que ela vai buscar estas taras...
-Quem fica com as casas das pessoas que morrem?
-Os mortos-vivos andam de olhos fechados?
Já eu gostava de saber onde é que ela vai buscar estas taras...
segunda-feira, janeiro 16, 2006
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Notícias
Hoje de manhã estavam 0ºC e havia uma camada de gelo no meu para-brisas.
Parece que vou passar menos duas horas por semana na escola.
Vou ver os óscares em directo este ano. Pena é não ser ao vivo.
Baaaa!
Parece que vou passar menos duas horas por semana na escola.
Vou ver os óscares em directo este ano. Pena é não ser ao vivo.
Baaaa!
sábado, janeiro 07, 2006
Fim de Semana
Foi uma semana longa e banal. O que me vale são as gracinhas dos meus filhotes, a irromperem o cinzento, arrancando-me sorrisos e aquecendo-me o coração.
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Resoluções de Ano Novo
A vontade de começar algo de novo em 2006 é grande. No entanto 2005 deixou-me mal resolvida, portanto, antes de mais, há que resolver-me. Por outro lado as resoluções de Ano Novo tornam concretos objectivos mais facilmente fracassados do que se não passarem de vagas ideias ou vontades. O Ano Novo poderia começar já agoirado. Outra das coisas que me desagradam nestas resoluções, é a prisão que as metas estabelecidas logo no início representam. Sei que os meus sonhos são voláteis e vão-se modificando ao sabor das minhas próprias mudanças de personalidade, à medida que vou crescendo, amadurecendo, ou, de facto, envelhecendo. Gosto de ser livre para mudar de ideias.
Agora que divago sobre isto apercebo-me de que nunca estabeleci resoluções de Ano Novo no passado. Limitei-me sempre a desejar um Ano melhor que o anterior, sem explicitar nunca o que iria fazer para que isso acontecesse. Excepto 1994, quando desejei que o Novo Ano fosse igual ao anterior. Não foi. Nada na vida é igual. O que, este Ano, é uma espécie de conforto.
Assim, para 2006 resolvo resolver-me, ou pelo menos, fazer algo por isso.
Agora que divago sobre isto apercebo-me de que nunca estabeleci resoluções de Ano Novo no passado. Limitei-me sempre a desejar um Ano melhor que o anterior, sem explicitar nunca o que iria fazer para que isso acontecesse. Excepto 1994, quando desejei que o Novo Ano fosse igual ao anterior. Não foi. Nada na vida é igual. O que, este Ano, é uma espécie de conforto.
Assim, para 2006 resolvo resolver-me, ou pelo menos, fazer algo por isso.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
quarta-feira, dezembro 28, 2005
terça-feira, dezembro 27, 2005
Barrigada
Estive obsessivamente a ver Friends nas últimas 48 horas. Acabei agora. Venham as próximas sete temporadas!
terça-feira, dezembro 20, 2005
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Interessado no Natal
O meu vizinho de baixo sempre foi muito discreto na forma como comemora o Natal. Numa rua que concorre com a Rua do Ouro no que respeita a iluminações de Natal, o meu vizinho limitava-se, tal como eu, à discreta Árvore de Natal. É verdade que a dele era colocada bem perto da varanda, para se ver da rua, mas perante o gosto psicadélico do resto da vizinhança, passava perfeitamente despercebida. Fiquei portanto muito espantada quando cheguei a casa a semana passada e me deparei com um Pai Natal a baloiçar perigosamente de uma corda iluminada, na varanda por baixo da minha.
A Sofia concluiu rapidamente que era assim que o Pai Natal chegava à nossa casa, trepando alegremente de varanda em varanda. Como não temos lareira, o exaustor não a estava a convencer muito. Eu limitei-me a comentar com ela que o vizinho estava entusiasmado com o Natal. No dia a seguir a Sofia aponta-me outro Pai Natal igual, mais à frente na rua: "Vês, Mãe? Aquele vizinho também está interessado no Natal!" e tendo em consideração a rua onde moramos, em pouco tempo concluímos que toda a rua estava muito interessada no Natal.
A Sofia concluiu rapidamente que era assim que o Pai Natal chegava à nossa casa, trepando alegremente de varanda em varanda. Como não temos lareira, o exaustor não a estava a convencer muito. Eu limitei-me a comentar com ela que o vizinho estava entusiasmado com o Natal. No dia a seguir a Sofia aponta-me outro Pai Natal igual, mais à frente na rua: "Vês, Mãe? Aquele vizinho também está interessado no Natal!" e tendo em consideração a rua onde moramos, em pouco tempo concluímos que toda a rua estava muito interessada no Natal.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
A Maria Neura e toda a sua família...
...acompanham-me por estes dias. É o maldito Inverno do meu descontentamento que Sol algum torna glorioso Verão. Já o filho, agora que se fala nisso, não precisa de ser de York para aquecer a minha vida. O problema é que há dias em que não chega e eu não consigo aquecer/esquecer.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Cultura de Escola
Muito podia dizer sobre este assunto. Mas se calhar não é boa ideia, porque hoje estou particularmente irritada. Portanto digo que é mau quando o ambiente anda... tétrico, é mau quando o nosso trabalho não é reconhecido, mas eu sou teimosa e vou continuar a insistir. Enquanto depender de mim o ambiente vai ser bom. E pronto!
terça-feira, dezembro 06, 2005
Aventuras
Ontem chegaste com a proposta de outra aventura. Esta parece bem difícil. Pensei nela o dia inteiro e acho que sim, mais uma vez aventuramo-nos juntos. Desta vez tenho medo. Agora é só torcer para que corra bem. Não tenho a menor dúvida de que o próximo ano vai ser um ano interessante, no sentido que é dado pela velha maldição chinesa.
domingo, dezembro 04, 2005
Natal de 2003
Chorei que me fartei com este filme e saí do cinema com a alma mais leve. Hoje voltaram-se-me a encher os olhos de lágrimas... Grande filme.
quarta-feira, novembro 30, 2005
Net na Escola
Hoje, após dois meses e meio de intensos pedidos, colocaram net na minha sala. Agora não consigo parar de pensar em coisas pra fazer com aquilo. Vai ser um final de período interessante.
segunda-feira, novembro 28, 2005
Ai, os homens do cinema.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Sem Norte, sem Sul, sem sentido...
Fico completamente desorientada quando tenho os meus filhos doentes. Especialmente quando não sei o que têm. Esta doença da Sofia tem sido particularmente complicada, com ela a ser observada por médicos que se revelam sucessivamente mais incompetentes. Não quer dizer que não tenham acertado no diagnóstico, provavelmente até acertaram, mas aborrece-me a forma como a observam e como não me dizem as coisas.
Na Quarta-feira enchi, depois de um senhor ter conseguido a proeza de observar a Sofia sem lhe tocar, dizendo-me depois que o melhor era reduzir a dose do antibiótico e parar mesmo de lho dar dois dias antes do fim.
Telefonei à pediatra da Sofia que acedeu em vê-la ontem, fez-lhe logo análises e reviu a medicação. Parece que estava tudo a ser bem feito, mas o bicho deve ser resistente ao raio do antibiótico. Agora parece estar tudo sob controlo.
O que me fez repensar a questão dos médicos. É complicado termos o médico de confiança, sempre à disposição, sem um custo exorbitante. A nossa opção tem sido ter a pediatra às 3ª feiras no consultório e sempre disponível no telemóvel. É razoavel por 3,99 €, que é o que pagamos através da ADSE. Acresce que tenho total confiança nela. Claro que esta opção deixa os restantes seis dias da semana a descoberto e nem tudo pode ser resolvido via telemóvel. Para estes dias tenho um seguro de saúde que me envia o médico a casa durante a noite. Claro que são clínicos gerais, está bom para uma gripe ou isso, mas para algo mais complicado torna-se dificil. Aí dá para ir ao Hospital Distrital da Sede de Concelho, através da linha Saúde 24, mas só quando o Centro de Saúde Cá do Sítio está fechado. Foi o que fizemos no Domingo. Nem foi mau, foi rápido e foi aí que nos passaram o bem dito antibiótico que ninguém ia adivinhar já ter resistências no bicho.
Na Quarta não tivemos tanta sorte e a Saúde 24 enviou-nos mesmo para o Centro de Saúde Cá do Sítio. Mas a Sofia tinha de ser vista e eu fui até lá. Felizmente a Pediatra dela é tão querida que acedeu a vê-la ontem, no local onde estava a trabalhar e onde não é suposto ver crianças da idade da Sofia. Provavelmente até pode arranjar problemas por isso, espero que não. É por isto que vou manter o mesmo esquema. Não é 100%, mas não me ocorre nada melhor. Se calhar arranjar um seguro de saúde que me permita ir à CUF Descobertas. Não estou a ver outra hipótese. Se tiverem ideias, digam-me.
Na Quarta-feira enchi, depois de um senhor ter conseguido a proeza de observar a Sofia sem lhe tocar, dizendo-me depois que o melhor era reduzir a dose do antibiótico e parar mesmo de lho dar dois dias antes do fim.
Telefonei à pediatra da Sofia que acedeu em vê-la ontem, fez-lhe logo análises e reviu a medicação. Parece que estava tudo a ser bem feito, mas o bicho deve ser resistente ao raio do antibiótico. Agora parece estar tudo sob controlo.
O que me fez repensar a questão dos médicos. É complicado termos o médico de confiança, sempre à disposição, sem um custo exorbitante. A nossa opção tem sido ter a pediatra às 3ª feiras no consultório e sempre disponível no telemóvel. É razoavel por 3,99 €, que é o que pagamos através da ADSE. Acresce que tenho total confiança nela. Claro que esta opção deixa os restantes seis dias da semana a descoberto e nem tudo pode ser resolvido via telemóvel. Para estes dias tenho um seguro de saúde que me envia o médico a casa durante a noite. Claro que são clínicos gerais, está bom para uma gripe ou isso, mas para algo mais complicado torna-se dificil. Aí dá para ir ao Hospital Distrital da Sede de Concelho, através da linha Saúde 24, mas só quando o Centro de Saúde Cá do Sítio está fechado. Foi o que fizemos no Domingo. Nem foi mau, foi rápido e foi aí que nos passaram o bem dito antibiótico que ninguém ia adivinhar já ter resistências no bicho.
Na Quarta não tivemos tanta sorte e a Saúde 24 enviou-nos mesmo para o Centro de Saúde Cá do Sítio. Mas a Sofia tinha de ser vista e eu fui até lá. Felizmente a Pediatra dela é tão querida que acedeu a vê-la ontem, no local onde estava a trabalhar e onde não é suposto ver crianças da idade da Sofia. Provavelmente até pode arranjar problemas por isso, espero que não. É por isto que vou manter o mesmo esquema. Não é 100%, mas não me ocorre nada melhor. Se calhar arranjar um seguro de saúde que me permita ir à CUF Descobertas. Não estou a ver outra hipótese. Se tiverem ideias, digam-me.
segunda-feira, novembro 21, 2005
Cefaleias
A Sofia continua doente. Eu fico sempre desnorteada quando tenho os meus filhotes doentes, com incertezas em relação aos diagnósticos, aos medicamentos, aos médicos... Na verdade nem me apetece escrever mais.
sábado, novembro 19, 2005
Sexta-feira
Deveria ter sido um excelente dia. Com a greve programada, estava prontinha para ter um dia descontraído e até pensei ir à manifestação. Mas o destino conspirava contra mim.
Começou logo de manhã, com o boato de que a televisão ia à escola. Como boa delegada sindical, eu teria que estar lá, toca de correr para o cabeleireiro, para ter um aspecto menos horripilante do que aquilo que é costume. Correr para a cidade do lado para ir buscar uma colega que também fazia greve e correr para a escola da Sofia, para que ela chegasse a horas.
Depois fui para a escola, descobrir que havia 5 pessoas que se tinham baldado à greve. 4 dessas pessoas, colegas no topo da carreira, a quem, se calhar, não faria tanta diferença a quebra no rendimento e que já estão a sentir na pele as medidas da ministra. Masoquistas.
A televisão não apareceu e lá sigo eu para a nova nutricionista, de novo para a cidade do lado. Ao chegar à referida cidade, o meu carro (novinho) apitou de repente, acendeu ume luzinha no tabelier e assinalou anomalia Anti-poluição no computador de bordo.
Segui-se uma tarde de caos completo, com o meu carro a ficar de molho numa oficina com "problemas" na bomba de injecção, os meus filhotes a faltarem à natação e eu a faltar à manifestação.
Acabei por ir buscar a Sofia à escola no táxi que era suposto levar-me à empresa de aluguer de carros, que ficava, como é óbvio, no Aeroporto. Portanto eu, a minha mãe e a Sofia acabámos por enfrentar a 2ª Circular, numa sexta-feira chuvosa, às 17.30 da tarde, juntamente com um taxista açoreano que opinava entusiasticamente sobre futebol e corrupção. "Não pode haver pior!" pensei eu, enquanto via o tempo a escorregar por entre as filas de carros. Mais uma vez o destino conspirava contra mim.
A Sofia, que saiu da escola a palrar sobre o que ia fazer na natação, calou-se, de repente, quando lhe disse que não ia haver natação e fez todo o caminho calada e imóvel, até ao Aeroporto.
No regresso, enfiadas num Toyota Corolla que se veio a revelar acanhado e mesquinho de espaço, a Sofia começou a queixar-se de dores de cabeça e de vontade de vomitar. Valeu-me a minha mãe, que se mudou para o banco de trás e tirou um saco de plástico da manga, evitando a limpeza a seco dos estofos do carro de aluguer. A Sofia vomitou todo o caminho de regresso a casa, chegou com 37,2º de febre e ficou a dormir em cima da cama, sem pijama nem nada, enquanto eu ia buscar o João e comprar jantar. A minha mãe tapou-a com uma mantinha e ficou com ela.
Cheguei às 20.30h, com o jantar ainda por fazer, para descobrir que não tinhamos posto a Sofia a fazer xixi e o edredão estava encharcado, ao mesmo tempo que o telefone não parava de tocar, com a noticia da nomeação do novo executivo do Agrupamento (finalmente).
Hoje o dia amanheceu frio e chuvoso, a Sofia não tem febre nem vómitos, mas ainda se queixa de dores de cabeça, o edredon está na máquina e eu tento convecer-me que o meu carrinho novo está avariado e que ontem não foi dia 13.
Começou logo de manhã, com o boato de que a televisão ia à escola. Como boa delegada sindical, eu teria que estar lá, toca de correr para o cabeleireiro, para ter um aspecto menos horripilante do que aquilo que é costume. Correr para a cidade do lado para ir buscar uma colega que também fazia greve e correr para a escola da Sofia, para que ela chegasse a horas.
Depois fui para a escola, descobrir que havia 5 pessoas que se tinham baldado à greve. 4 dessas pessoas, colegas no topo da carreira, a quem, se calhar, não faria tanta diferença a quebra no rendimento e que já estão a sentir na pele as medidas da ministra. Masoquistas.
A televisão não apareceu e lá sigo eu para a nova nutricionista, de novo para a cidade do lado. Ao chegar à referida cidade, o meu carro (novinho) apitou de repente, acendeu ume luzinha no tabelier e assinalou anomalia Anti-poluição no computador de bordo.
Segui-se uma tarde de caos completo, com o meu carro a ficar de molho numa oficina com "problemas" na bomba de injecção, os meus filhotes a faltarem à natação e eu a faltar à manifestação.
Acabei por ir buscar a Sofia à escola no táxi que era suposto levar-me à empresa de aluguer de carros, que ficava, como é óbvio, no Aeroporto. Portanto eu, a minha mãe e a Sofia acabámos por enfrentar a 2ª Circular, numa sexta-feira chuvosa, às 17.30 da tarde, juntamente com um taxista açoreano que opinava entusiasticamente sobre futebol e corrupção. "Não pode haver pior!" pensei eu, enquanto via o tempo a escorregar por entre as filas de carros. Mais uma vez o destino conspirava contra mim.
A Sofia, que saiu da escola a palrar sobre o que ia fazer na natação, calou-se, de repente, quando lhe disse que não ia haver natação e fez todo o caminho calada e imóvel, até ao Aeroporto.
No regresso, enfiadas num Toyota Corolla que se veio a revelar acanhado e mesquinho de espaço, a Sofia começou a queixar-se de dores de cabeça e de vontade de vomitar. Valeu-me a minha mãe, que se mudou para o banco de trás e tirou um saco de plástico da manga, evitando a limpeza a seco dos estofos do carro de aluguer. A Sofia vomitou todo o caminho de regresso a casa, chegou com 37,2º de febre e ficou a dormir em cima da cama, sem pijama nem nada, enquanto eu ia buscar o João e comprar jantar. A minha mãe tapou-a com uma mantinha e ficou com ela.
Cheguei às 20.30h, com o jantar ainda por fazer, para descobrir que não tinhamos posto a Sofia a fazer xixi e o edredão estava encharcado, ao mesmo tempo que o telefone não parava de tocar, com a noticia da nomeação do novo executivo do Agrupamento (finalmente).
Hoje o dia amanheceu frio e chuvoso, a Sofia não tem febre nem vómitos, mas ainda se queixa de dores de cabeça, o edredon está na máquina e eu tento convecer-me que o meu carrinho novo está avariado e que ontem não foi dia 13.
quarta-feira, novembro 16, 2005
O João Bonzão
O meu filhote faz parte de uma nova geração de crianças que faz coisas nunca antes vistas, como "clicar" em todos os botões (nunca carrega, nem pressiona) e fazer "save" às páginas dos livros em vez de as marcar. É a geração dos meninos que sabe tudo e já viu tudo e, no entanto, é tremendamente sensivel.

Hoje, como sempre, ficou dentro do carro enquanto eu ia buscar a irmã à escola. Quando saí, passados 5 minutos, estava aflítissimo. Contou-me, com um ar muito infeliz, que, depois de eu ter entrado na escola, tinha de lá saído uma mãe com um filho "mais pequeno do que a Sofia. Ele estava a chorar imenso e quando chegou ao carro a mãe beteu-lhe muito, muito, muito."
Eu tinha visto a criança dentro da escola, a fazer uma birra tremenda porque queria acabar de ver um video e não se queria ir embora, enquanto que a mãe, com um ar visivelmente cansado e o irmão de 1 mês ao colo, o tentava arrastar dali para fora. Tentei explicar isto ao João, que a mãe devia estar cansada, que o menino estava a fazer uma birra sem razão e qua a mãe lhe devia ter batido por isto. Não devia ser novidade para ele. Eu defendo que uma palmada na hora certa resolve muita coisa e o João já levou várias.
Nessa altura o João começou a chorar. "Tu não viste mãe, não foi só uma palmada, foram mais de uma dúzia e depois agarrou nele e abanou-o."
Fiquei sem saber o que dizer. Perplexa com a enormidade da violência para com uma criança tão pequena e a sensibilidade do meu filhote, que chorava por aquele menino, que não conhecia de lado nenhum. Acabei por sair do carro, ir até ao lugar dele e abraça-lo até acalmar.
Não dei mais nenhuma explicação ao João. Não há explicações para isto. Garanti-lhe que o amava muito. Fiquei preocupada com aquela família e muito preocupada com o meu filho, com um coração demasiado grande para o mundo real.

Hoje, como sempre, ficou dentro do carro enquanto eu ia buscar a irmã à escola. Quando saí, passados 5 minutos, estava aflítissimo. Contou-me, com um ar muito infeliz, que, depois de eu ter entrado na escola, tinha de lá saído uma mãe com um filho "mais pequeno do que a Sofia. Ele estava a chorar imenso e quando chegou ao carro a mãe beteu-lhe muito, muito, muito."
Eu tinha visto a criança dentro da escola, a fazer uma birra tremenda porque queria acabar de ver um video e não se queria ir embora, enquanto que a mãe, com um ar visivelmente cansado e o irmão de 1 mês ao colo, o tentava arrastar dali para fora. Tentei explicar isto ao João, que a mãe devia estar cansada, que o menino estava a fazer uma birra sem razão e qua a mãe lhe devia ter batido por isto. Não devia ser novidade para ele. Eu defendo que uma palmada na hora certa resolve muita coisa e o João já levou várias.
Nessa altura o João começou a chorar. "Tu não viste mãe, não foi só uma palmada, foram mais de uma dúzia e depois agarrou nele e abanou-o."
Fiquei sem saber o que dizer. Perplexa com a enormidade da violência para com uma criança tão pequena e a sensibilidade do meu filhote, que chorava por aquele menino, que não conhecia de lado nenhum. Acabei por sair do carro, ir até ao lugar dele e abraça-lo até acalmar.
Não dei mais nenhuma explicação ao João. Não há explicações para isto. Garanti-lhe que o amava muito. Fiquei preocupada com aquela família e muito preocupada com o meu filho, com um coração demasiado grande para o mundo real.
segunda-feira, novembro 14, 2005
Correu Bem
Veio toda feliz, a dizer que todos lhe tinham pedido os óculos emprestados. Mas o que mais me marcou foi a frase dela no carro:
- Mãe, a final o Mundo é enorme! Vejo tudo, até lá ao fundo!
E é assim que uns óculos vermelhos aumentam o tamanho do Universo.
- Mãe, a final o Mundo é enorme! Vejo tudo, até lá ao fundo!
E é assim que uns óculos vermelhos aumentam o tamanho do Universo.
domingo, novembro 13, 2005
Ver com ajuda
Comprei os meus primeiros óculos com 5 anos. Muito cedo. Usei óculos quase toda a minha vida. Nesta altura estou mais do que habituada. De tal maneira que da unica vez que experimentei lentes de contacto tive que ir a correr comprar uns óculos de sol sem graduação. Não conseguia andar na rua sem óculos. Sentia-me desprotegida.
Quando fui mãe fartei-me de testar a visão dos meus filhos. O João via aparentemente bem. Aos 6 anos descobrimos que não era bem assim. Tem hipermetropia, mas é uma coisa minima e é muito provavel que passe com o crescimento. Nem conseguimos que use os óculos que lhe comprámos, está sempre a deixá-los por tudo quanto é sitio. A verdade é que não precisa deles.
Com a Sofia a situação é bem diferente. Muito cedo percebi que não via bem. Tinha dificuldade em identificar as pessoas ao longe e via televisão sempre muito próximo. Quando ela tinha dois anos falei com um amigo oftalmologistaque me recomendou que esperasse. Diz ele que quanto mais tarde mais exacto é o diagnóstico e desde que não parecesse prejudicar o quotidiano... O mês passado a educadora queixou-se de que a Sofia trabalhava sempre com o nariz em cima do monitor do computador e a cara em cima dos desenhos.
Para resumir, que isto já vai longo, os óculos chegaram ontem. É hipermetropia e astigmatismo e numa quantidade significativa. Para já, seguem-se 3 meses sem tirar os óculos. Ou como diz a Sofia, tira-se para a natação, para tomar banho e para dormir.

Amanhã estreia-se com os óculos na escola. Um ano mais cedo do que o que me aconteceu a mim. Está feliz da vida, a achar-se uma princesa. Espero que os outros também a achem. Espero que já não existam caixas-de-óculos no mundo.
Quando fui mãe fartei-me de testar a visão dos meus filhos. O João via aparentemente bem. Aos 6 anos descobrimos que não era bem assim. Tem hipermetropia, mas é uma coisa minima e é muito provavel que passe com o crescimento. Nem conseguimos que use os óculos que lhe comprámos, está sempre a deixá-los por tudo quanto é sitio. A verdade é que não precisa deles.
Com a Sofia a situação é bem diferente. Muito cedo percebi que não via bem. Tinha dificuldade em identificar as pessoas ao longe e via televisão sempre muito próximo. Quando ela tinha dois anos falei com um amigo oftalmologistaque me recomendou que esperasse. Diz ele que quanto mais tarde mais exacto é o diagnóstico e desde que não parecesse prejudicar o quotidiano... O mês passado a educadora queixou-se de que a Sofia trabalhava sempre com o nariz em cima do monitor do computador e a cara em cima dos desenhos.
Para resumir, que isto já vai longo, os óculos chegaram ontem. É hipermetropia e astigmatismo e numa quantidade significativa. Para já, seguem-se 3 meses sem tirar os óculos. Ou como diz a Sofia, tira-se para a natação, para tomar banho e para dormir.

Amanhã estreia-se com os óculos na escola. Um ano mais cedo do que o que me aconteceu a mim. Está feliz da vida, a achar-se uma princesa. Espero que os outros também a achem. Espero que já não existam caixas-de-óculos no mundo.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Desnetada
Pois estou mais ou menos sem net. O pc principal está a arranjar e no portátil é tudo muito pouco prático a começar pelo bendito e-mail, do qual nem sequer sei a password. Suponho que o JP saberá, mas com o recomeço das aulas em força vejo-o cerca de 20 minutos por dia. O Inverno está a chegar demasiado depressa.
terça-feira, novembro 01, 2005
Bonecas Russas
Ontem fui ver este filme e adorei. saí do cinema muito bem dispostas e contente com a minha sorte. A pensar que há mais gente que vê o mundo como eu. E que ainda se conseguem fazer comédias sem sabor a parvo.
domingo, outubro 30, 2005
Este Natal Quero Amigos
Baseada na maravilhosa ideia da Sofia, gostaria de pedir isto:

ao Pai Natal. E já agora também este:
Se considerarmos que existem 10 não estou a pedir muito, pois não?
Também gostaria que alguém me explicasse que raios vejo eu nesta novela para gostar tanto dela...
Existe uma relação
Directa entre a Internet e a frequência com que eu deixo queimar a comida. Hoje foram as almondegas. Ora Bolas!
sexta-feira, outubro 28, 2005
Bad bad Mail
Porque raios não funciona o endereço de e-mail que criei para os meus alunos?
Como é que agora lhes vou dizer que ninguém respondeu à nossa carta? Raios!
Como é que agora lhes vou dizer que ninguém respondeu à nossa carta? Raios!
quinta-feira, outubro 27, 2005
segunda-feira, outubro 24, 2005
quinta-feira, outubro 20, 2005
Viva o café
O ambiente da sala de professores da minha escola mudou radicalmente. De 3 gatos pingados que diziam mal de tudo e de todos, passou a uma dúzia de adultos bem dispostos que conversam sobre tudo e trocam piadas. E tudo graças à instalação de uma máquina de café. Sabe tão bem aquele café a meio da manhã!
terça-feira, outubro 18, 2005
A Culpa
Hoje participei numa sessão de "empurra a culpa" de meter medo. Tudo porque os pais de uma criancinha estão dispostos a culpar tudo e mais alguma coisa das dificuldades do filho. Já responsabilizar a dita criancinha, que era o que fazia falta, não é com eles.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Quero calor
O Outono chegou com um vento gelado e húmido que nos gela a alma. Ou então foi o Orçamento de Estado que fez isso. O facto é que me apetece enroscar num cobertor e beber um chazinho quente...
sexta-feira, outubro 14, 2005
Dia de molho
Depois de uma noite cansativa, entre vómitos e achaques, um dia de molho que permitiu recuperar energias e estreitar laços. Agora estamos as duas melhores.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Cicuta volta, estás perdoada!
Na Grécia Antiga havia o nobre costume de fazer os Sócrates tomarem cicuta por corromperem a juventude. Ora o que se está a fazer ao nosso sistema de ensino resultará, forçosamente, em corrupção da juventude. Portanto, recupere-se o sistema. Tenho dito.
Memórias de um Beijo
Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
O tempo ou o espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
Quem foi que provocou vontades
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais
Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
Trovante
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
O tempo ou o espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
Quem foi que provocou vontades
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais
Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais
Trovante
segunda-feira, outubro 10, 2005
A vida não é...
Hoje estou com Mafalda Veiga em Background:
"a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração"
"a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração"
Não quero estes resultados das eleições
O país anda de olhos fechados. Continuamos a comportarmo-nos como um enorme rebanho.
Béééé.
Béééé.
quinta-feira, outubro 06, 2005
Um beijo
You're an Passionate Kisser |
For you, kissing is about all about following your urges If someone's hot, you'll go in for the kiss - end of story You can keep any relationship hot with your steamy kisses A total spark plug - your kisses are bound to get you in trouble |
terça-feira, outubro 04, 2005
Quando eu ser...
"Mãe, quando eu ser mãe e os meus filhos estiverem a jantar eu não obrigo a comer. Mãe, eu só gosto dos cugamelos... Não quero comer aquelas coisinhas cor-de-rosa."
domingo, outubro 02, 2005
Domingo
E uma neura enorme. Agora que já tenho carro novo deveria estar contente. Pois... Pareço estar constantemente a ouvir Humanos como música ambiente: muda de vida...
terça-feira, setembro 27, 2005
Antes do PCT...
Que não é um partido político, mas sim a Porcaria do Cretino do Trabalho que fazemos todos os anos por esta altura e que só serve para passar ao papel as práticas lectivas de sempre e por conseguinte dar-nos mais trabalho (tudo sem vírgulas para ser lido de um só fôlego). Antes disso, dizia eu, queria dizer-vos que, a pedido dos meus amáveis leitores (que até existem e obrigada por isso), o escolhido foi este. Em cinzento, que o vermelho era mais caro.
segunda-feira, setembro 19, 2005
sábado, setembro 17, 2005
sexta-feira, setembro 16, 2005
Começou hoje
Com três pessoas a arrombarem a porta do gabinete das auxiliares. Não me parece bom augúrio na inauguração da escolinha. A verdade é que as chaves das salas todas estavam trancadas lá dentro e teve mesmo que ser. Esperemos que seja um ano de arromba.
segunda-feira, setembro 12, 2005
Dream Team
Após a distribuição das turmas, horários e cargos verifico que tenho quem queria no Grupo e no Pedagógico. O ano parece-me estar a começar melhor.
Ir trabalhar
Não me apetece nada ir trabalhar amanhã. Vai haver distribuição de turmas e horários e o pessoal vai andar à cacetada. Ou não. Também posso estar enganada. Era bem bom que estivesse. De qualquer modo o sono não vem...
domingo, setembro 11, 2005
João Pedro Vasconcellos
É uma amigo que escreve muitissimo bem, embora, de vez em quando, a temática não me agrade muito. Faz parte das minhas leituras inconfessáveis. Já estava com saudades. Beijinhos para ele.
quinta-feira, setembro 08, 2005
Estamos Bem
Felizmente estamos bem. O mesmo não se pode dizer do meu carro, que ficou completamente estraçalhado. Portanto não nos magoamos, mas ficámos sem carro. Isto há dias...
quarta-feira, setembro 07, 2005
Este é para ti, amiga.
Já nasceu o teu Bebé que não dava jeito nenhum. Trouxe uma enorme felicidade e já começou a fazer bem a uma série de gente. Como sempre e como te disse ontem os teus bebés são sempre um bocadinho meus. Eu também estou encantada por ter mais um bebé na família e por te ter visto ontem linda, radiosa e realmente feliz. Já estou há alguns meses convencida que esta criança é especial e que veio expressamente para fazer bem e ontem vi isso acontecer com toda a gente com que falei e até com algumas pessoas com que não falei. Agora é só esperar que tudo se encaixe...
domingo, setembro 04, 2005
terça-feira, agosto 30, 2005
Regresso às Aulas
Pois é, hoje que me apresento na E.B.1 Cá do Sítio, onde voltei a ficar colocada. Acordei muito cedo, já com a cabeça cheia de planos e estratégias e desejante que me atribuam uma sala para começar a arrajar de acordo com o que imaginei. E portanto estou aqui, a fazer tempo para que abra a secretaria. A falta que estas duas horas de sono me vão fazer o resto do ano!
sexta-feira, agosto 26, 2005
Partir

Vou-me hoje embora da odiada vilazinha, depois daquelas que serão, possivelmente, as últimas férias na casa onde os meus pais viveram quase 30 anos. É uma casa grande, com um enorme terreno à volta, com relva e árvores de fruta. No Inverno é fria e húmida e costumo ficar doente só de cá dormir. No Verão é fresca, agradável e com muito espaço para as crianças correrem.
Agora vai ser vendida, por ser muito grande e muito cheia de recordações felizes de dias que não voltam, quando era habitada por um homem grande, de olhos quentes e sorriso fácil. Não vou sentir saudades da casa como ela é agora, mas vou sentir saudades da casa como foi, quando nos sentávamos na cama dos meus pais ao Sábado de manhã a ouvir o Pão com Manteiga. Ou quando nos reuniamos à volta da enorme mesa da casa de jantar, a festejar alguma coisa (muitas vezes o simples facto de estarmos juntos) e a comer a inevitável Sapateira à Moda do Pai e as benditas gambas, que a minha Mãe já não podia ver à frente.
De certa forma, o Verão passado teve mais sabor a último.
quarta-feira, agosto 24, 2005
As Férias da Empregada
A verdade é que não temos dinheiro para ir para o belo do Hotel. Ainda assim, as nossas férias a quatro foram muito agradáveis, no Sul, sem passar nem lavar roupa e apenas a loiça do pequeno-almoço para lavar, graças ao alto patrocínio da minha Mamã.
Mas acabaram e o Jp teve que voltar para o trabalho. Eu, como é sabido, desloquei-me à odiada vilazinha para dar mais férias aos pimpolhos. E eis-me perante a vida atarefada de empregada doméstica. É a roupa, é a loiça, o almoço, o jantar, o chão, o pó e o raio que o parta. Sendo o Jp o homem fabuloso que é, sempre que está, ajuda imenso. Mas, claro, ele está o dia todo a trabalhar!
E aqui estou eu, sem dinheiro para férias de hotel porque faço gato-sapato para ter empregada o ano todo, passo o ano a trabalhar e ainda substituo a empregada nas férias.
Eu sei que é falar de barriga cheia, que há quem não tenha empregada durante o ano e também não tenha dinheiro para as férias de hotel. Mas, curiosamente, a infelicidade dos outros não me faz sentir melhor. E agora vou beber um café, que já lavei e estendi roupa que chegue.
Mas acabaram e o Jp teve que voltar para o trabalho. Eu, como é sabido, desloquei-me à odiada vilazinha para dar mais férias aos pimpolhos. E eis-me perante a vida atarefada de empregada doméstica. É a roupa, é a loiça, o almoço, o jantar, o chão, o pó e o raio que o parta. Sendo o Jp o homem fabuloso que é, sempre que está, ajuda imenso. Mas, claro, ele está o dia todo a trabalhar!
E aqui estou eu, sem dinheiro para férias de hotel porque faço gato-sapato para ter empregada o ano todo, passo o ano a trabalhar e ainda substituo a empregada nas férias.
Eu sei que é falar de barriga cheia, que há quem não tenha empregada durante o ano e também não tenha dinheiro para as férias de hotel. Mas, curiosamente, a infelicidade dos outros não me faz sentir melhor. E agora vou beber um café, que já lavei e estendi roupa que chegue.
sábado, agosto 20, 2005
Baby Boy!
quarta-feira, agosto 17, 2005
O meu Tio
Quando eu era pequena estava convencida que o meu Tio conseguia dormir em pé. Para dizer a verdade, acreditava que ele estava sempre a dormir. Só no início da adolescência percebi que aquele ar adormecido se devia a uma combinação de palpebras descaídas e uma calma inabalável. Uma calma maior que o mundo, que acabava por gerar um ambiente calmo à sua volta.
O meu Tio foi operado ao coração duas vezes nos últimos quinze dias e está, com a calma possível, a lutar valentemente pela vida. Força Tio!
O meu Tio foi operado ao coração duas vezes nos últimos quinze dias e está, com a calma possível, a lutar valentemente pela vida. Força Tio!
domingo, agosto 14, 2005
Cheguei
Consegui, finalmente, arrastar-me até à odiada vilazinha. Consegui também ligar-me à net com o meu caderno novo. E consegui escrever isto. Três sucessos num dia. Fantástico.
sábado, agosto 13, 2005
quinta-feira, agosto 11, 2005
Cigarras
O calor aperta lá fora e o ar parado da Pseudo-cidade vibra com o canto das cigarras. A inércia instala-se. Eu sei que tenho que sair daqui, mas não consigo. A ideia de partir para a odiada Vilazinha mantem-me presa ao sofá, à cadeira, à cama. Tenho que engomar a roupa e fazer as malas. Devia partir hoje, mas já sei que não vou. Amanhã.
terça-feira, agosto 09, 2005
Regresso
Pronto, não é um regresso definitivo. Conto ir ainda esta semana para a vilazinha à beira-mar plantada, dar mais praia aos rebentos. Isto é, claramente, heróico da minha parte, uma vez que detesto a praia e a dita vilazinha.
A semana a Sul soube lindamente, voltámos todos tostados e descansados. A Sofia perdeu o medo da água e só quer piscina. E o João voltou muito mais velho, depois de ter aprendido a nadar e a andar de bicicleta.

Ver�o 2005
Tal como todas as proezas físicas, andar de bicicleta foi muito difícil para ele. Acabou por conseguir ao fim de três dias de quedas constantes, todo arranhado, com alguns hematomas e a bicicleta nova toda torta. Mas nunca desistiu. Nadar também não foi fácil, mas o meu filho é um grande herói e não desiste.

Conquista
Agora tem o resto do Verão para praticar, o que torna ainda mais importante a ida para a detestada vilazinha. E, mais uma vez, vou sem querer.
A semana a Sul soube lindamente, voltámos todos tostados e descansados. A Sofia perdeu o medo da água e só quer piscina. E o João voltou muito mais velho, depois de ter aprendido a nadar e a andar de bicicleta.

Ver�o 2005
Tal como todas as proezas físicas, andar de bicicleta foi muito difícil para ele. Acabou por conseguir ao fim de três dias de quedas constantes, todo arranhado, com alguns hematomas e a bicicleta nova toda torta. Mas nunca desistiu. Nadar também não foi fácil, mas o meu filho é um grande herói e não desiste.

Conquista
Agora tem o resto do Verão para praticar, o que torna ainda mais importante a ida para a detestada vilazinha. E, mais uma vez, vou sem querer.
domingo, julho 31, 2005
Para Sul
Daqui a pouquinho, vamos encher o carro de malas e almofadas e rumar a Sul. 7 Dias. Depois voltamos, tostados e com o sabor a sal no fundo da boca. Descansados.
quarta-feira, julho 27, 2005
Teenager
terça-feira, julho 26, 2005
Férias
Após semanas em que o trabalho se arrastava, com pontas penduradas, sem nunca estar pronto, estou finalmente dispensada. Este foi, provavelmente, o ano mais difícil da minha vida. Espero que isto signifique o começo de um bom período. Quanto mais não seja por comparação. Espero, também, que o tempo passe depressa e arraste as suadades e diminua a dor.
De uma coisa estou certa, nada já será igual. A vida não continua, reinventa-se.
De uma coisa estou certa, nada já será igual. A vida não continua, reinventa-se.
segunda-feira, julho 25, 2005
Poliglota
O meu filhote adora o Doraemon e a primeira vez que o levámos a Espanha ficámos surpreendidos ao ver que ele falava espanhol, com grande à-vontade. Passados dois aonos, ao voltarmos a Espanha, o João ia convencido que sabia falar espanhol. Na primeira estação de serviço perguntou à avó como é que se dizia "casa de banho" em espanhol. A avó respondeu-lhe "lavabos" e o João dirigiu-se ao empregado da bomba com a brilhante pergunta: "Where is the lavabos?"
Isto marcou o tom para toda a viagem, sendo que o meu filhote perdeu a capacidade de falar espanhol em prol do inglês. Moral da história: Televisão a mais!

Sevilha 2005
Isto marcou o tom para toda a viagem, sendo que o meu filhote perdeu a capacidade de falar espanhol em prol do inglês. Moral da história: Televisão a mais!

Sevilha 2005
sexta-feira, julho 15, 2005
Saudade
Pois é, aqui ando eu enfiada no calor da Pseudo-cidade enquanto os meus filhotes se deliciam na praia e as saudades apertam. Apesar de os saber felizes e bem cuidados é muito complicado gerir esta saudade. E todas as teorias se vão por água abaixo quando nos faltam dois pedaços.
terça-feira, julho 12, 2005
Azar nos Concursos
É o que eu e a minha mana temos. Desde ontem que tentamos desesperadamente concorrer à afectação às escolas e não conseguimos. Com o tempo a esgotar-se começo a ficar preocupada. Por que raios não fasearam isto?
sexta-feira, julho 01, 2005
Os meus meninos brilhantes
Este post é dedicado às crianças da família que frequentam o ensino obrigatório e que tiveram resultados muito bons. Embora os rapazes se tenham saído muito bem, são demasiado irrequietos para terem resultados perfeitos. O mesmo não se passa com a menina, que passou para o 6ª Ano com 5 a tudo. Parabéns para todos. Boa, Filipa!
quarta-feira, junho 29, 2005
A Felicidade é uma Grandeza Instantânea
E não me refiro no sentido dos pudins. Quero com isto dizer que nunca somos absolutamente felizes, somos relativamente felizes. Temos momentos em que somos felizes e momentos em que não somos felizes. Nos momentos em que somos felizes podemos considerar a felicidade como positiva e nos momentos em que não o somos como negativa. Assim, o importante é que existam mais momentos felizes do que infelizes, para que a nossa Felicidade Média seja positiva.
Somos felizes se os momentos bons forem mais do que os maus. Simples, não é?
Parece! A verdade é que há quem não saiba ser feliz. Há quem não reconheça os momentos felizes, há quem não os valorize e há quem se convença que a Felicidade é absoluta e que se não se for sempre feliz é porque se é infeliz.
Eu sei que isto é filosofia barata, mas hoje estou muito irritada, precisamente porque há quem não queira ser feliz.
Bolas!
Somos felizes se os momentos bons forem mais do que os maus. Simples, não é?
Parece! A verdade é que há quem não saiba ser feliz. Há quem não reconheça os momentos felizes, há quem não os valorize e há quem se convença que a Felicidade é absoluta e que se não se for sempre feliz é porque se é infeliz.
Eu sei que isto é filosofia barata, mas hoje estou muito irritada, precisamente porque há quem não queira ser feliz.
Bolas!
quinta-feira, junho 23, 2005
Balança
Parece que aquela balança estava avariada. De facto não concordava com a cá de casa. Mas estava avariada no bom sentido. Hoje trocaram-na. Pimba! Mais 5 quilos em cima. Agora concorda...
quarta-feira, junho 22, 2005
Confusões
Este ano dei aulas todo o ano no edifício da Escola Secundária Cá do Sítio, uma vez que a nossa escolinha estava em obras. Na Páscoa descobriram que, devido aos exames do 12º Ano a Escola Secundária Cá do Sítio nos ia colocar no olho da rua. Assim sendo, e depois de meuita discussão, concluiram os manda-chuva que não podíamos acabar as aulas uma semana mais cedo e íamos para a E.B. 2,3 Cá do Sítio.
Assim foi feito e na sexta-feira passada mudámo-nos. Ficou desde logo entendido que Segunda e hoje não haveria aulas, devido aos exames do 9º Ano. Expliquei também aos meus alunos que Terça faria greve.
Só que Segunda-feira os poderes grandes da DREL entenderam que o 1º ciclo tinha que ter aulas. A nossa presidente bateu o pé e disse que Segunda já não era possivel e que queria uma ordem escrita para haver aulas hoje. Ontem voltou a pedir uma ordem escrita que não lhe enviaram. Hoje houve aulas e exames ao mesmo tempo e a ordem escrita para NÃO HAVER aulas chegou eram 10.00 da manhã. Amanhã também há exames e, em principio não haverá aulas, mas ninguém disse nada ao senhor da portaria, que, à hora do almoço, informava alegremente os alunos da existência de aulas.
Porque é que não acabámos uma semana mais cedo?
Assim foi feito e na sexta-feira passada mudámo-nos. Ficou desde logo entendido que Segunda e hoje não haveria aulas, devido aos exames do 9º Ano. Expliquei também aos meus alunos que Terça faria greve.
Só que Segunda-feira os poderes grandes da DREL entenderam que o 1º ciclo tinha que ter aulas. A nossa presidente bateu o pé e disse que Segunda já não era possivel e que queria uma ordem escrita para haver aulas hoje. Ontem voltou a pedir uma ordem escrita que não lhe enviaram. Hoje houve aulas e exames ao mesmo tempo e a ordem escrita para NÃO HAVER aulas chegou eram 10.00 da manhã. Amanhã também há exames e, em principio não haverá aulas, mas ninguém disse nada ao senhor da portaria, que, à hora do almoço, informava alegremente os alunos da existência de aulas.
Porque é que não acabámos uma semana mais cedo?
segunda-feira, junho 20, 2005
Tenho imenso para dizer
Sobre a greve, sobre o tempo, sobre o amor, sobre o espectáculo que os meus filhos são, sobre os amigos verdadeiros e fiéis, sobre os sobrinhos lindos. E no entanto, continuo a não querer escrever.
domingo, junho 19, 2005
20 alunos e uma sala decente
Passei um fim de semana muito bom. Descansei bastante e estou muito bem disposta. E isto tudo porque Sexta feira consegui trabalhar bem, manifestar-me melhor e ainda ir ao cinema. Na verdade a solução de todos os meus problemas foi uma manhã fabulosa em que estive numa sala com espaço adequado e só com 20 alunos. Porque é que não pode ser sempre assim?
quinta-feira, junho 09, 2005
Apreciar os livros
Foi sempre algo de que eu me gabei. Mas já não gabo mais.
Esta insistência do Ministério para que o pessoal "aprecie" todos os manuais é complicada. Na verdade poucos ficarão bem apreciados. Mas eu até nem me importava com isso. O que realmente me importa é que há um coitado que tem que digitar o raio das apreciações todas. De todas as áreas disciplinares. De todo o agrupamento. E, pior do que isso tudo: este ano fui eu!
Esta insistência do Ministério para que o pessoal "aprecie" todos os manuais é complicada. Na verdade poucos ficarão bem apreciados. Mas eu até nem me importava com isso. O que realmente me importa é que há um coitado que tem que digitar o raio das apreciações todas. De todas as áreas disciplinares. De todo o agrupamento. E, pior do que isso tudo: este ano fui eu!
segunda-feira, junho 06, 2005
sexta-feira, junho 03, 2005
Não quero...
...estar em casa esta noite. Nem a próxima. Num fim de semana cheio sinto as noites vazias. Bolas!
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