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segunda-feira, maio 18, 2009

domingo, julho 08, 2007

Silêncio

A casa está deserta. Foi um filho para cada avó. É bom para eles e para elas. Permite-lhes ter praia enquanto os pais trabalham e estreitar laços. Permite-lhes contactar realidades diferentes. A nós, permite-nos ter espaço para a relação e sossego.
E agora o que é que eu faço com tanto silêncio e com buracos dentro de mim?

domingo, julho 01, 2007

Os desastres de Sofia

Os dentes incisivos superiores estavam a abanar ligeiramente. Nada de especial, ainda iam demorar tempo a cair. Depois veio a amiga S., que lhe deu com um livros pesado na boca e o incisivo direito ficou a abanar muito. "Viste com a S. é minha amiga, mãe? Já está quase a cair!"
Ontem ficaram em casa da avó, à tarde, enquanto eu e o pai comprávamos um presente. No fim da tarde chega o telefonema, na primeira pessoa: "Tropecei e caíram-me os dois dentes, mãe. Agora vou levá-los para casa para a fada dos dentes vir buscar."
Não me disse que saiu de casa da avó sem autorização. Não me disse que rebolou monte abaixo. Não me disse que levava vestida uma camisa da avó que lhe dava pelos pés. Não me disse que arranhou o nariz e o braço e os joelhos. Há que focar apenas o que importa: dois dentes, duas moedas.

sexta-feira, junho 29, 2007

O Pc e o Pai

Desde 1993 que tenho computador. Não o mesmo, mas um computador. Normalmente eu e o Jp conseguimos dividi-lo sem grandes crises: eu uso durante o dia, o Jp usa à noite. Aqui há uns dois anos, graças a um IRS mais gorducho decidimos comprar um portátil. Veio mesmo na hora H. Com o curso do Jp e as minhas reuniões, tem dado imenso jeito ter dois computadores em casa.
Anteontem o Pc decidiu emitir cheiro. Um cheiro suave que começou baixinho, como quem não quer a coisa, mas que em breve se afirmou como um cheiro intenso a queimado. Tendo em consideração que, já há um ano, que o dito objecto descansava no escritório, de entranhas abertas e ventoinha apontada nos dias de calor, decidimos que o cheiro era a gota que enchia o copo. Lá foi o Pc para a oficina. Ontem à noite havia apenas um pc em casa. Eu tinha actas e "coisas" para tratar, o Jp tinha um jogo para jogar, o João tinha que falar com um amigo e ainda havia que decidir o sítio das férias.
No meio do desconforto que se gerou e com a Sofia a reclamar que queria ir ao mini-click, espantei-me com o facto do Pc fazer tanta falta e voltei-me para o Jp: "Nem acredito que somos uma família de dois computadores..." Ao que ele me responde a rir: "O que ainda não percebeste é que somos uma família de quatro computadores!"
Hoje a campainha toca por voltas das seis e meia e os miúdos correm para a porta a gritar, como sempre, "É o Pai, é o Pai!" O João, que já está cansado de ouvir que tem de espreitar antes de abrir, espreita pelo óculo e diz, feliz: "Melhor do que isso, é o Pai com o Computador!"

sexta-feira, junho 15, 2007

A saia da Carolina...

...é a mais bonita do mundo. Pelo menos aos olhos da Sofia. Tudo da Carolina é mais bonito. Menos a mãe da Carolina que nunca as deixa brincar juntas. Acabou de vir recambiada lá de casa, lavada em lágrimas, mais uma vez. Todos os dias a mesma pergunta: "Posso bater à porta da Carolina?" Tento distraí-la, fazê-la pensar noutra coisa. Há dias em que consigo e outros em que teima em ir lá. Para vir enxotada, como sempre. Como é que posso explicar-lhe que a carolina é linda, mas a mãe é má?

sexta-feira, junho 08, 2007

Rímel e totós

Fui a um baile esta semana. Um baile lindíssimo, de sonho. Pelo menos acho que já sonhei com um baile assim, uma vez, há muitos anos.
Os meus filhos ficaram entusiasmados com a ideia e também quiseram ir. Expliquei-lhes que não, que não poderiam ir sem serem convidados e que não me cabia a mim convidar.
A Sofia pediu para ver enquanto eu me arranjava e foi fazendo comentários: "Que vestido espectacular! Só lhe faltam brilhantes. Que maquilagem vais pôr, mãe? Posso ajudar-te? Sei fazer maquilagem de borboleta e de princesa, mas se calhar não interessa para o baile. Como é que são pinturas de baile? Vais pintar os olhos? Devias pôr baton vermelho. E pintar as unhas de vermelho ou cor-de-rosa. O Y. tem pinturas fabulosas, não é por ser brasileiro, mas as pinturas dele são fabulosas, têm brilhantes, menos as amarelas, que amarelo nos olhos não fica muito bem (respirou). Queres levar uns sapatos brancos? Porque é que não levas os teus sapatos de novia?"
A quem é que ela sai assim? Terei pedalada?
O João ficou triste: " Nunca irei a um baile a não ser que seja para a minha turma. Nunca ninguém me vai convidar porque eu sou totó, só me faltam os óculos e a roupa..."
Saio em defesa da minha cria: "Totó, João? Onde é que foste buscar essa ideia? Quem é que disse que eras totó?"
Resposta na ponta da língua: "Eu sei ver, mãe. Repara: gosto de ciência, sou fraquinho a educação física e não gosto daquilo que gostam os meninos da minha idade. Sou totó."
Sei tão bem a quem ele sai. Vimos este filme tão de perto, eu e o Jp.
Antes de sair de casa sinto-me uma Cinderela: por mais que procure não encontro o sapatinho. Ok, sapatinho é maneira de dizer, não encontro o raio da sandália. A alternativa não é o sapato de novia, mas tem quase 10 cm de altura. Ainda consegui dançar duas músicas, mas o síndrome de Cinderela perseguiu-me e à meia noite saí do baile em total agonia e desesperada por desmontar das andas.

segunda-feira, maio 14, 2007

Sofia a Tripar

Enquanto a mãe a penteava de manhã:

"Cool! Quando esfrego o olho assim vejo coisas fixes!"

quarta-feira, novembro 15, 2006

A minha bebé...

...tem um dente a abanar. Não acredito que já passaram cinco anos e meio!

quinta-feira, outubro 19, 2006

A frase da Semana

Foi dita, em tom de desespero, pela Sofia:
"Fogo, vou mesmo pedir magia, para o Natal!"
Eu também.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ya-ma-nou

O meu filho começou hoje a aprender flauta na escola. Quantos ensaios vão de mãe-babada a mãe-passada?

terça-feira, agosto 08, 2006

Campismo

A ideia partiu dos miúdos. Quando lhes expliquei que só tínhamos uma semana de férias para passar juntos, os quatro, disse-lhes que podiam escolher onde é que a queriam passar. Esperava que escolhessem um dos destinos habituais: praia a Sul ou uma ida para a odiada vilazinha. Para minha surpresa os pimpolhos responderam quase ao mesmo tempo e com uma só palavra: campismo. E ali fiquei eu de boca aberta, enquanto que o JP se escangalhava a rir.
Não é que eu não goste de campismo, mas acampei durante toda a minha infância e boa parte da adolescência e perdi as ideias românticas sobre o assunto. Lembro-me bem de dormir no chão duro, das melgas, do calor dentro da tenda, da falta de privacidade das paredes de pano, da falta de privacidade das casas de banho, dos mosquitos, das moscas, das formigas, dos lacraus... E depois há o pó, que invade tudo, a ideia de cozinhar, lavar loiça, lavar roupa... Afinal não gosto mesmo do campismo!
Mas não podia dizer isto aos miúdos depois de os ter deixado escolher. Ainda por cima era só uma semana. Assim ditei as minhas condições: qualquer sítio da fronteira para lá, num parque com piscina e água quente e sandes e fruta para os almoços, restaurantes para os jantares. A história da fronteira não tem a ver com mania nenhuma, mas sim com a sorte de conhecer relativamente bem o País e querer alargar horizontes.
Escolhido o sítio, iniciei os preparativos: comprar tenda, verificar colchões e sacos-cama, organizar tudo. E lá fomos, madrugada fora, rumo ao sol nascente, que é precisamente onde se acaba o romantismo todo. Todas as coisas chatas de que me lembrava aconteceram e ainda: a tenda era horrível e apertada, os restaurantes caros, as terrinhas que visitamos meio feiosas, o mar frio, para além de aranhas e osgas. Os Espanhóis que acampavam no nosso parque achavam que 23 horas era a hora ideal para jantar e ouvir flamengo em altos berros e o mais incrível é que nós, cansados de dias inteiros a banhos e turismo, adormecíamos na mesma, ao som das espanholadas.
Ainda assim foi uma semana boa, porque estávamos os quatro juntos e fazíamos tudo juntos. Acabámos em beleza na Isla Mágica, a estourar os últimos cartuchos.
Mas nunca me vou esquecer do dia em que enfrentei uma birra da Sofia, que queria ir com o pai e o irmão comprar pão. Estava cansada, empoeirada, a espirrar com o pó e quando ela berrou:"Quero ir com eles!!!" Berrei de volta:"E eu quero um quarto de hotel!"

segunda-feira, maio 01, 2006

Baby Girl


Faz hoje 5 anos que a minha filhota saiu disparada para o mundo, 3.920 Kg de gente em busca de novas aventuras e, claro, do domínio do planeta. Desde esse dia que a minha vida se transformou numa permanente descoberta de novos aspectos numa personalidade forte e indomável. Hoje tenho todas as razões e mais algumas para festejar!

quinta-feira, março 16, 2006

Gracinhas II

As notas da Sofia foram muito boas. Teve tantofaz a tudo.
Aqui há uns tempos cairam blocos de neve no Portugalo.

terça-feira, maio 10, 2005

A pior mãe

É aquela que troca a visita de estudo de um filho. Assim, em vez de dia 13, das 10 às 17, era dia 10, das 13 às 17. Eu nem pensei porque é que não era pedido almoço...
O que vale é que se a mãe é fraca, a Educadora é um espanto, arranjou uma garrafa de água e levou a criança. Não sei se no lugar dela teria feito o mesmo. Provavelmente teria, uma vez que a péssima mãe tinha pago a visita. Mas possivelmente também teria telefonado, antes de levar a criança.
A minha filha tem uma enorme sorte em ter esta Educadora, estou feliz por isso, mas muito, muito triste por falhar tantas vezes como mãe...

sexta-feira, maio 06, 2005

Esquizofrenia ou Dupla Personalidade

A Sofia hoje fez uma afirmação bombástica:
"-A Didi já não é imaginária!"
"-Não? Então o que é?"
"-Agora eu sou a Didi e o João é o Dudu!"
E pronto, assim passámos de esquizofrenia a dupla personalidade!

terça-feira, maio 03, 2005

Cada Doente

A Sofia estava cheia de razão e o João também acordou doente no Domingo. À semelhança da irmã a amigdalite dele parece ser viral, e ainda não tem bactérias a colonizarem-lhe a garganta. Entretanto tem que ficar sozinho em casa uma hora por dia, o que lhe custa imenso.
Hoje telefonou-me ainda acompanhado, para me dizer que a TV cabo estava em baixo e não sabia o que fazer quando ficasse sozinho. Depois telefonou-me já quando estava sozinho, para me dizer que a vizinha tinha saído de casa e perguntar o que haveria de fazer se precisasse de alguma coisa.
É complexo para o João ficar sozinho e eu sou muito culpada disso, uma vez que só agora, a caminho dos 9 anos, o deixei sozinho pela primeira vez. Os constantes avisos sobre o mundo em redor deixam-no cheio de ansiedade. O que será melhor, um filho ansioso ou desprevenido? Se é certo que assim ele está menos feliz, também estou convencida que está mais seguro.
Vai ter é que aprender cedo a lidar com a ansiedade!

sexta-feira, abril 29, 2005

Cada dia

Hoje estou com uma amigdalite parva. Acordei ontem de manhã com a garganta sensível e andei todo o dia a hydrotricine, tentando prevenir o que veio a acontecer à noite: garganta cheia de lindas colónias brancas e uma receita de antibiótico.
Os planos do fim de semana todos estragados, incluindo o Blogonique!
A única coisa com piada o dia todo foi a reacção da Sofia à ideia da mãe doente, uma vez que ainda se lembrava de estar ela doente:
"- Sabes João, cada dia cada pessoa está cada doente!"

domingo, abril 24, 2005

Princesa de Molho

A Sofia acordou com febre.
Lá ficaram os planos do fim de semana estragados. Especialmente para ela, que está murchinha e nem quer sair da cama. O que lhe vale é ter um irmão fantástico, que lhe lê histórias e lhe faz companhia.

sexta-feira, abril 22, 2005

No Reino do Silêncio

Hoje o João trouxe emprestado um livro de jogos de viagens, muito engraçado, por sinal. Na longa viagem (10 minutos) entre casa e a natação foi experimentando os jogos. Gostei deste:
"-Senhores passageiros, vamos entrar no Reino do Silêncio, quem falar será penalizado com uma multa."
Seguiu-se 1 minuto de silêncio.
"-Senhores passageiros estamos a sair do Reino do Silêncio, podem aproveitar para trocar algumas palavras... Saco! Vá Sofia, agora dizes uma palavra começada pelo som co!"
"-Cocodilo!" Respondeu a Sofia toda satisfeita.

terça-feira, abril 19, 2005

Banho de Diversão

Foi o que a Sofia me comunicou que queria hoje. Como não acedi disparou nova birra.
Neste momento estamos em pleno braço de ferro. Não a vou obrigar, estou a limitar-me a dizer que ela cheira mal. Resultará?