
sexta-feira, abril 27, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
Naturismo
Tenho saudades do tempo em que chegava aqui e desnudava a alma. Já não consigo. Os textos giram-me na cabeça durante dias e acabam por se esfumar. Desaparecem mal, deixam o fundo da boca a saber a azedo e o espírito inquieto. Insatisfeito. Como se cheirasse um bolo de chocolate e não o pudesse comer.
Não quero deixar de escrever, mas também não consigo escrever. Fico a pensar se será esta escrita demasiado pública. Depois penso que não. Percorro a minha vida e lembro-me que tenho confiança em mim mesma. Segurança. A seguir lembro-me que não me consigo olhar ao espelho há alguns dias e lá se vai a segurança. Não quero falar disto com ninguém. Toda a gente tem receitas mágicas e está pronta a partilhá-las comigo. Não quero respostas mágicas. Não quero nada.
Talvez descobrir o problema...
sexta-feira, abril 20, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
Pela Culatra
Aqui há uns meses descobri o presente de Natal perfeito para a minha mana mais velha:
Agora decidi-me a ver a dita primeira temporada. E a segunda. E a terceira...
segunda-feira, abril 09, 2007
Inveja III
Hoje passou, finalmente. A minha M. já tem o seu pequenino nos braços e eu tenho cinco sobrinhos com menos de um ano para estragar de mimos. É para compensar o meu coração dos desejos impossíveis. É bom terem sido possíveis para quem me é querido.
sexta-feira, março 30, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
segunda-feira, março 05, 2007
Out of the Closet
O caso deu-se na semana passada. Estava eu a descansar no quarto quando oiço um ruído estranho vindo do roupeiro. Levanto-me rapidamente e vejo a minha cadela, calmamente, a sair do armário. Ao fim de tantos anos. Quem diria...
quinta-feira, março 01, 2007
Hoje
Não dói mais do que ontem ou do que na semana passada. Estava convencida de que doeria mais, mas sinto o mesmo. Não mudou nada. Há dias muito piores. Noites em que, independentemente do mês, os sonhos são extremamente reais. Não são sonhos maus, são normais. Sonhos em que acontecem coisas normais, em que a vida é normal. Sonhos povoados por olhares quentes, gargalhadas fáceis, discussões intensas sobre coisas que não interessam nada. Discussões sobre política, em que nada se conclui. Perguntas de algibeira sobre definições científicas a propósito de coisa nenhuma. Coisas absolutamente normais, coisas do dia-a-dia, mas que nesses sonhos parecem reais. Parecem estar mesmo a acontecer, como aconteceram sempre, como nunca poderiam deixar de acontecer.
Depois acordo e a primeira coisa de que me lembro é que nunca mais acontecerão, que foi só um sonho e a sensação de dor é muito intensa como se tivesse acabado de acontecer. Como acabou de acontecer com certeza, ainda agora no sonho estava tudo normal. E já não está. A vida não segue como normalmente. Não segue sequer, os sonhos pertencem a outra vida, àquela que já foi, não a esta re-inventada a partir deste buraco na alma.
Mas hoje não dói mais, porque esta noite não sonhei e é um dia como os outros.
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Vaya con Dios...
... e eu fui. Foi bom. O que significa que não foi óptimo nem espectacular.
Ontem foram os óscares. E eu vi. E foi bom.
São as coisas que andam cinzentas, sou eu que ando a ver cinzento ou sou eu que estou a ficar cinzenta?
Ontem foram os óscares. E eu vi. E foi bom.
São as coisas que andam cinzentas, sou eu que ando a ver cinzento ou sou eu que estou a ficar cinzenta?
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
sábado, fevereiro 10, 2007
Porque SIM
Desta vez não fiz campanha. Irritaram-me a maior parte dos argumentos. Os do NÃO já da outra vez me irritavam, mas os do SIM pareceram-me, desta vez, completamente longe dos aspectos importantes da questão. Por fim encontrei alguém com ideias semelhantes às minhas. Por isto amanhã votarei SIM:
José Diogo Quintela: Porque voto sim
A partir do momento em que nem a ciência consegue estabelecer, com o mínimo de unanimidade, quando é que o embrião passa a ser uma pessoa, não considero aceitável que o Estado proíba alguém de abortar. Não se pode condenar alguém (porque é disso que se trata) com base numa indeterminação. As questões que podem impedir que se despenalize o aborto são questões morais e, sobre essas, o Estado não pode legislar.
A partir do momento em que nem a ciência consegue estabelecer, com o mínimo de unanimidade, quando é que o embrião passa a ser uma pessoa, não considero aceitável que o Estado proíba alguém de abortar. Não se pode condenar alguém (porque é disso que se trata) com base numa indeterminação. As questões que podem impedir que se despenalize o aborto são questões morais e, sobre essas, o Estado não pode legislar.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
My House
Which House M.d. Character are you?? (UPDATED!!)
You are Cameron!! Some say you are a fairy-like being of love, some say you are a damaged piece of beauty...i say say you have issues....i mean, we all love house, house is seriously cool....but there is a fine line between cool and sexy....in House's case..more of a GIANT MOTORWAY-TYPE LINE!! Ok, no, i can see where you're coming from....but he's so evil and insane!!!! Why would you even bother????? Hmmm, on the other hand, you had the sense (yes, sense) to get high on meth and screw the divine Dr Chase so your intelligence has been rated slightly higher up in my esteem. Ahem...whatever, you love people and they usually love you. Rock.
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sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Ontem no duche...
Os pensamentos escorriam com a água. "37 anos nem é tão mau como isso. Não tenho o peso que quero. Mas o meu cabelo está giro, com estes caracóis que apareceram do nada. E depois, estou com uma pele óptima, nem uma borbulha!"
Quando cheguei ao quarto senti uma impressão estranha no nariz. Quando entrei no elevador metade do meu nariz era uma borbulha. Teenager de novo, aos 37!
quarta-feira, janeiro 24, 2007
ESP
Ia eu calmamente (ou não) a conduzir o belo do carrito, quando se acende uma luz amarela no tablier do dito, a assinalar ESP. Eu não sou burra de todo, até sei mais ou menos o que aquilo quer dizer mas, antes de conseguir raciocinar, anos e anos de leituras geek vieram ao de cima. Por momentos, quase que jurava que o raio do carro me estava a ler o pensamento.
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