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quinta-feira, maio 28, 2009

Não Quero esta Reunião

A verdade é que nunca quero nenhuma, mas tenho impressão que esta é pior do que as outras. Estamos cansados, pisados por um ano lectivo que nos esgotou e nos colocou em guerra contra tudo e todos. Os ânimos estão exaltados, as vozes elevam-se e o calor lá fora não ajuda. O ar quente entra pelas frestas das janelas a chamar por nós e apenas a irritabilidade nos mantém acordado.
Lembro-me do montão de testes que tenho pra ver e apetece-me sair daqui. Depois lembro-me do pôr-do-sol de ontem, do rio, da companhia, do calor do Sol a fundir-se com o calor do carinho e ponho em causa as prioridades da minha vida que me obrigam a estar aqui. Por uma vez fugir seria a atitude corajosa mas, cobarde como sou, mantenho me sentada e fujo, por esta janela de cristal líquido, mantendo o corpo presente e deixando voar a alma.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Desinfecto-me

Em Julho deste ano e pela primeira vez na minha vida deixei de falar com alguém. Não porque me tivessem magoado demais, já fui magoada anteriormente e nunca desisti das pessoas. Tenho uma enorme facilidade em gostar dos outros e é-me difícil perder pessoas. Em Julho desisti porque cheguei à conclusão que não só não me ouviam como tudo o que eu dizia era horrivelmente distorcido. Por mais que eu tentasse ajudar, por mais que eu tentasse esclarecer, nada adiantava. Era pior do que falar para uma parede, uma vez que a parede não modifica o que dizemos nem lhes inventa significados. Desisti também porque percebi que não estava a cuidar de um afecto meu e sim de um afecto herdado, estava a lutar por alguém que não conhecia verdadeiramente, alguém que eu amava por interposta pessoa. Odiei desistir e custou-me horrores, uma vez que, sendo teimosa, me é difícil admitir derrotas.

Desisti mas continuei a observar a pessoa ao longe, com a fascinação doentia de quem segue o percurso de um ciclone à medida que vai fazendo estragos e semeando o caos. A sentir-me horrorizada mas sem deixar de olhar. A semana passada cansei-me. Percebi que me fazia mal e que me deixava doente. Percebi que me inundava de ódio e fazia de mim uma pessoa pior. Tal como defendo o direito de todos a escreverem exactamente aquilo que querem, defendo também o meu direito de ler apenas o que me apetece.

A semana passada, pela primeira vez, retirei blogs da minha lista, num esforço consciente para eliminar alguém da minha vida. Se a árvore cair no meio da floresta e ninguém vir, cairá a árvore realmente? Se fecharmos os olhos e fizermos muita força, será que conseguimos que a realidade mude? Valerá alguma coisa uma afirmação de desinteresse? No fundo sei que deixar de olhar não muda o horror, mas tenho esperança que impeça o contágio.

terça-feira, novembro 11, 2008

Nariz - pensamentos em redor do tema

Durante anos serviu de detector de mentiras cá em casa.
Tenho uns amigos muito queridos a morarem lá. Bolas, esta soou mal, parece que tenho uma infestação de alguma coisa no nariz. E não, os meus amigos não são macacos.
Estou sempre a metê-lo onde não devo.
Odeio o meu nariz, detesto ver-me de perfil.
Imagino-me com um nariz maior do que o que realmente tenho.
O ano passado houve uma noite em que desejei ardentemente estar em Nariz.
É-me muito útil para segurar os óculos.
Volta e meia avaria. Com bastante frequência. Nas últimas semanas é objecto dos meus pensamentos várias vezes por dia.
Há alturas em que a minha única ambição na vida é ter um nariz que funcione. Pai Natal, se estás a ler isto, este Natal gostava de ter um Nariz a funcionar.
Estilo isto:

Mas mais acima.

terça-feira, novembro 27, 2007

O Essencial III

Afinal há alturas em que me apanho em hipocrisias monstras. Full of bullshit. Detesto hipocrisia e tento ser sempre honesta. Pelo menos comigo, que raios! E depois apanho-me em mentiras ranhosas que perduram durante anos. É assim que, ao fim de anos e anos a borrifar-me na roupa, a não ligar ao que visto, a defender que o aspecto exterior não conta, me encontro a gastar horas infindáveis a escolher e a comprar roupa, a preparar toilletes e repensar acessórios e maquilhagem. Ajuda a roupa ser gira, de borla e servir-me. Ajudam os ditos quilos a menos que pus na boneca. E o facto de me dar gozo e expiar as frustrações.

Não ajuda o sentir-me fútil, oca e sebenta. Portanto, admito aqui perante o mundo: Eu, Elora, gosto de roupa. Assim ela seja barata, gira e "one size fits all". Sou também hipócrita nas horas vagas.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Primeira semana de aulas

Dói-me a voz. Quando era pequena achava que não podia acontecer, mas acontece. Não é grave, é só quando falo. E sei que daqui a uma ou duas semanas já passou, é só até renovar os calos das cordas vocais. Ossos do ofício. Às vezes os ditos ossos incluem dores de alma, que são bem piores, portanto hoje estou feliz por só me doer a voz.

segunda-feira, julho 30, 2007

De férias com a DREL

Estava eu aqui, em terras espanholas, a relaxar numa de água do mar caliente, fabulosa piscina e deliciosa comida, quando recebo uma mensagem inquietante: os concursos foram antecipados para 1 a 7 de Agosto. "Regresso a 4." - pensei -"Ainda vou a tempo." Ora eu vim de férias equipada com pc mas sem ideias de aceder à Internet fora de Portugal. Daqui vou para o Algarve e lá pensava aceder à página da DREL e perceber, talvez, se concorro ou não. Portanto, trouxe pc e tralha de concursos, sem saber bem se vou utilizar. Ao cair da noite uma chamada, desta vez de uma colega absolutamente confusa. Disse-lhe que não sabia de nada e que dia 4 logo investigaria. Antes de sair para jantar outra mensagem, desta vez do sindicato a alertar para a antecipação dos concursos e a dizer-me para consultar a página da DREL. Convenceram-me. Acabei de jantar e perguntei pelo acesso à Internet mais próximo. Aqui estou, a gozar o resto do euro que paguei por uma hora de net, depois de ter descoberto que a página da net não informa de coisa nenhuma. Terei de gastar uns quantos euros em telefonemas, quando regressar, para tentar descobrir se concorro. No meio disto tudo penso: E se em vez de uma semana eu cá estivesse quinze dias? E se não tivesse trazido o telefone? E se estivesse no alto de uma montanha sem net? Se um professor não pode tirar férias em Agosto, quando é que pode? Ou só poderemos tirar férias com a ministra?

quarta-feira, julho 25, 2007

Anne of Green Gables

Afinal não houve crise. Não ficou roxo.











Talvez mais ruivo que o habitual. Mas o psicólogo já foi ouvido a dizer que gostava de me ver ruiva, portanto correu bem. Ainda não estou muito confortável com a história da coloração permanente, mas nada a fazer.

quinta-feira, julho 19, 2007

Caracóis na cabeça

O meu cabelo nunca foi exactamente liso. Era o chamado cabelo com jeitos. Mas não tinha caracóis. Nunca teve caracóis. O ano passado começou a ficar progressivamente mais despenteado. Era horrível, por mais voltas que desse à escova, não havia forma de organizar o cabelo. No final de Janeiro fui cortá-lo, já desesperada. De ordem à cabeleireira para cortar bastante, para ver se eu depois o conseguia arrumar sozinha. No final do dia o cabelo, já cortado, começa a encolher e no dia seguinte acordo cheia de caracóis. Caracóis mesmo, ondinhas, reviravoltas e, em alguns sítios mais longos, verdadeiros canudos.




Não me importei, não fiquei chateada, nem particularmente feliz. Fiquei surpreendida. Afinal nem sequer conheço o meu próprio cabelo. E assim se tem mantido, com caracóis, a crescer sem descer. Ultimamente, no entanto, tenho andado a sentir-me estranha, mais lenta do que o habitual. Ao principio pensei que fosse o excesso de trabalho: 10 horas por dia de reuniões esgotantes, burocracia a acumular-se, falta de sono e saudades dos miúdos não pode ser saudável. Mas esta manhã olhei-me ao espelho e descobri a resposta, bem no fundo dos meus olhos. Os caracóis entraram-me na cabeça. Tenho o cérebro a encaracolar. Preciso de férias!

domingo, janeiro 07, 2007

A Indesit é má!

A minha velha e fiel máquina de lavar loiça, depois de algumas ameaças, decidiu reformar-se uns dias antes do Natal. Confiantes de que nos tinha servido de forma eficaz e sem chatices, ao longo de 12 anos, optámos por não discutir a reforma e adquirir outra da mesma marca, que nos foi entregue dia 23 de Dezembro. Mais revolucionária que a antecessora, a nova máquina efectuou duas lavagens antes de entrar em greve. Após alguma negociação sem resultados, optámos por reclamar. Conseguimos a visita de um técnico da marca no dia 4 de Janeiro, de manhã, que nos informou que o problema era a torneira da água fechada e deixou a máquina a trabalhar. Envergonhada com a minha aparente estupidez não lhe toquei mais até à hora de jantar, altura em que, reclamando por ser ignorada e sem que eu lhe pusesse um dedo em cima ou sequer lhe ordenasse que trabalhasse, a referida máquina entrou em curto-circuito, deixando a casa às escuras.
Nesta altura já percebi que é menina de humores azedos e pouco trabalho, pelo que pretendo ver-me livre dela, custe o que custar. A isso dedicarei a minha manhã, amanhã. Assim vão correndo estes esfaimados dias de Janeiro.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Afinal...

...ainda não foi desta.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Dead-lines

Melhor do que o som que fazem ao passar é o silêncio que se instala depois de enterrados.
Sinto-me mais leve e tudo!

quinta-feira, novembro 09, 2006

PCT

Amanhã é dia de entrega do PCT. O meu está pronto a imprimir. A Impressora cá de casa acabou de aderir à greve da função pública. Diz ela que não publica mais nada enquanto não a levarmos a um reparador oficial. Mesmo em cima da dead-line. Ainda há duas horas imprimiu um trabalho do João. GRRR!!!!

quinta-feira, outubro 19, 2006

Justificações

A propósito de um post de uma querida amiga minha, sinto que tenho a justificar as traições. Fui traída, sim senhor! Pelo you-tube. Ia eu postar duas cançonetas sobre traição, sem ter sido traída, só porque gostava, quando o dito me traiu. Desta forma mantive o título mas não postei.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Traições

ou então não.


P.S. Conquistado o YouTube:

Bryan Adams - Run To You


Rihana Unfaithful

segunda-feira, maio 16, 2005

Bolas!

Há quase uma semana que nada corre bem! Estou a ficar farta destas cenas infelizes. Se já é mau quando são coisas que posso alterar é ainda pior quando não posso fazer nada.
Eu sei que detesto a santa terrinha, mas há alturas em que me enerva viver longe!
Quero acreditar que não há-de ser nada e que vai ficar tudo bem, mas a verdade é que não sei se vai. A verdade é que estou completamente às escuras. Raios!

quarta-feira, maio 11, 2005

Fracasso

Ontem senti-me a falhar como mãe, hoje sinto-me um fracasso como professora. Se amanhã fracassar como mulher entro em depressão!

quinta-feira, maio 05, 2005

O Continente mente!

Pois é verdade, fui fazer compras esta tarde no Continente do Vasco da Gama e deparei-me com filas enormes nas caixas. Vi também anúncios grandes proclamando que se houvesse mais de duas pessoas à minha frente na fila abriam uma caixa nova. Depois de verificar que não havia nenhuma caixa só com duas pessoas na fila, fui pedir que me abrissem uma caixa nova. Após algum rodeio, admitiram que era mentira: em dias mais "complicados" não têm pessoal suficiente.
Claro que nesses dias é que é preciso! Não me importo nada que não abram caixas novas, mas importo-me imenso que anunciem mentiras!

terça-feira, março 15, 2005

Virada

A porcaria do vírus também me atingiu! Doi-me a cabeça e a garganta... Não fiquei tão mal como os meus filhotes, pelo menos não tenho febre. Sou só uma mãe doente a cuidar de dois filhos doentes. Ainda por cima não quero faltar ao trabalho porque acho que vou atrasada na matéria. Inverno cretino!

sexta-feira, março 11, 2005

Desilusões

Hoje foi um dia cheio de pequenas desilusões. Nada grave, nada grandioso, mas desapontamentos daqueles pequenos e chatos, que nos fazem parecer mesquinhos se lhes dermos importância. E no entanto...
Estamos numa época de encruzilhadas e em 3 casos distintos o caminho não foi o que eu queria. Já que não posso mesmo fazer nada, aqui fica o meu protesto oficial: Não Quero!!!

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Cultura

Hoje, mais do que culta, sou cultura. Mais uma vez não quero, e luto com todas as forças do meu organismo para deixar de o ser. O meu corpo aquece no frenezim da luta e contrai-se em espasmos de dor. Nada adianta, os malditos vírus não me largam. Sinto-me uma autêntica caixa de Petri.