segunda-feira, julho 23, 2007

Estranho, estranho

É quando temos mais vontade de comentar do que de escrever.

sexta-feira, julho 20, 2007

Harry

Hoje. Sem saber muito bem porquê, uma vez que não o vou conseguir ler antes de terça.

quinta-feira, julho 19, 2007

Caracóis na cabeça

O meu cabelo nunca foi exactamente liso. Era o chamado cabelo com jeitos. Mas não tinha caracóis. Nunca teve caracóis. O ano passado começou a ficar progressivamente mais despenteado. Era horrível, por mais voltas que desse à escova, não havia forma de organizar o cabelo. No final de Janeiro fui cortá-lo, já desesperada. De ordem à cabeleireira para cortar bastante, para ver se eu depois o conseguia arrumar sozinha. No final do dia o cabelo, já cortado, começa a encolher e no dia seguinte acordo cheia de caracóis. Caracóis mesmo, ondinhas, reviravoltas e, em alguns sítios mais longos, verdadeiros canudos.




Não me importei, não fiquei chateada, nem particularmente feliz. Fiquei surpreendida. Afinal nem sequer conheço o meu próprio cabelo. E assim se tem mantido, com caracóis, a crescer sem descer. Ultimamente, no entanto, tenho andado a sentir-me estranha, mais lenta do que o habitual. Ao principio pensei que fosse o excesso de trabalho: 10 horas por dia de reuniões esgotantes, burocracia a acumular-se, falta de sono e saudades dos miúdos não pode ser saudável. Mas esta manhã olhei-me ao espelho e descobri a resposta, bem no fundo dos meus olhos. Os caracóis entraram-me na cabeça. Tenho o cérebro a encaracolar. Preciso de férias!

domingo, julho 15, 2007

Ser Invejosa

Nestas lides blogueiras fui recentemente posta perante uma definição de diccionário da palavra Inveja. Ora eu, que me tenho por relativamente esperta, já há uns tempos que tinha percebido que nem toda a gente partilhava o meu conceito de inveja. A verdade é que quando aprendemos a falar não o fazemos com um diccionário atrás e o significado que damos aos termos depende do contexto em que são usados, do que nos explicam e das nossas próprias experiências. Acontece que eu sou uma optimista nata e tenho a mania de julgar o melhor das pessoas. Ainda hoje a ideia de desejar mal a alguém é, para mim, inconcebível.
Sempre usei a palavra inveja como sinónimo de querer algo que outro tem. Não com raiva ou cobiça. Muitas vezes até como sinónimo de alegria pela felicidade dos outros, a pensar "Que bom! Também quero". Um exemplo disso aconteceu aqui, aqui e aqui. Quero um bebé mas não fiquei nada triste pelas minhas amigas estarem grávidas, antes pelo contrário. Queria ter estado grávida com elas, para podermos curtir o estado juntas. Não pode ser, mas curti na mesma, adoro ser tia.
Por outro lado não sou muito dada a superstições e embora já tenha percebido que há muita gente com medo da palavra inveja, continuei a usá-la porque não tinha outra. Agora percebi que o uso indiscriminado da referida palavra pode levar a sentimentos de desconfiança e medo. Portanto resolvi parar de a usar, sendo que agora a minha dúvida é: que palavra uso para este sentimento? O que é digo para dar vazão a este sentimento de "Estou feliz por ti, quero o mesmo"?

sexta-feira, julho 13, 2007

I Got the Blues II

Horóscopo para hoje

Take the long way home. In fact, just give home a miss today. • Sure, you're tough. Yikes! • Baked goods are in abundance. • There's no one else like you, thank God.

Calimero

C'est vraiment trop injuste.

terça-feira, julho 10, 2007

segunda-feira, julho 09, 2007

Elora Allmighty

I Know Everything. E se toda a gente fizesse o que eu digo tudo correria melhor. E seríamos todos mais felizes. E também acredito no Pai Natal!

domingo, julho 08, 2007

Artes e Artistas

Conversa estranha (estilo Bagaço):
Eu - Ainda bem que te encontro. Tenho uma cena para te cravar, mas é um pincel muita grande...
Ela (muito séria) - Isso vai ser difícil, cá no departamento só temos pincéis pequenos.
Eu - Não, não é um pincel que eu quero, a tarefa é que é um pincel. Temos estas plantas em folhas muito grandes e temos que reduzi-las para tamanho A4 ou algo assim do género.
Ela - Ah! Nesse caso fala com a E. e o J., que eles têm mais jeito para isso do que eu.
Eu - Ok. Só te pedi a ti porque me disseram que a tua área é arquitectura.
Ela - Mas não é para pintar os vasos das plantas? Eles são melhores nisso do que eu. Não era para isso que querias o pincel?
Eu - ...

Silêncio

A casa está deserta. Foi um filho para cada avó. É bom para eles e para elas. Permite-lhes ter praia enquanto os pais trabalham e estreitar laços. Permite-lhes contactar realidades diferentes. A nós, permite-nos ter espaço para a relação e sossego.
E agora o que é que eu faço com tanto silêncio e com buracos dentro de mim?

sexta-feira, julho 06, 2007

O Príncipe e o Sapo

A nossa infância está repleta de histórias em que se beijam sapos e estes se transformam em príncipes. Em lado nenhum nos dizem o que fazer se, ao beijarmos o Príncipe, ele se transformar num sapo. Daqueles verdes, grandes e asquerosos.

quinta-feira, julho 05, 2007

Prémios

Recebi esta semana dois prémios fantásticos:





Oferecido por esta menina.

E este:








Oferecido por esta menina.


A ambas agradeço a honra, que considero não merecer e peço desculpa por não passar adiante, mas uma e outra já contemplaram as pessoas em quem eu pensei e para além disso ando cheia de trabalho. Obrigada na mesma!

segunda-feira, julho 02, 2007

Cate II

Hoje queria ser a Cate. Outra vez. Tem a ver com querer ser furacão.




Mais nada.

domingo, julho 01, 2007

Os desastres de Sofia

Os dentes incisivos superiores estavam a abanar ligeiramente. Nada de especial, ainda iam demorar tempo a cair. Depois veio a amiga S., que lhe deu com um livros pesado na boca e o incisivo direito ficou a abanar muito. "Viste com a S. é minha amiga, mãe? Já está quase a cair!"
Ontem ficaram em casa da avó, à tarde, enquanto eu e o pai comprávamos um presente. No fim da tarde chega o telefonema, na primeira pessoa: "Tropecei e caíram-me os dois dentes, mãe. Agora vou levá-los para casa para a fada dos dentes vir buscar."
Não me disse que saiu de casa da avó sem autorização. Não me disse que rebolou monte abaixo. Não me disse que levava vestida uma camisa da avó que lhe dava pelos pés. Não me disse que arranhou o nariz e o braço e os joelhos. Há que focar apenas o que importa: dois dentes, duas moedas.

sábado, junho 30, 2007

Alfinete no Deserto

Alfinete tem de atravessar um deserto. Não foi uma escolha dela, ninguém escolheria atravessar um deserto. Não foi sequer um risco calculado, Alfinete nunca se arrica, conduz sempre dentro da sua mão e cumprindo todas as regras, foi o chamado "azar do caraças". Alfinete esteve no sítio errado, à hora errada, com as pessoas erradas e nem sequer sabe quando é que isso aconteceu. E agora tem o raio do deserto para atravessar. A raiva por vezes cresce dentro dela e parece querer suplantar o desespero. É tão injusto ser com ela, tão injusto ter de o fazer!
E depois é desconfortável, o calor aperta de vez em quando, há que beber muita água, há que medir cada passo, há que seguir o mapa de perto. Mas o pior é a seca. Descomunal seca. E a prisão, os limites. A única coisa que torna tudo suportável é que o deserto tem fim, há vida para lá do deserto e há amigos também, que estão com ela. Sempre!

sexta-feira, junho 29, 2007

O Pc e o Pai

Desde 1993 que tenho computador. Não o mesmo, mas um computador. Normalmente eu e o Jp conseguimos dividi-lo sem grandes crises: eu uso durante o dia, o Jp usa à noite. Aqui há uns dois anos, graças a um IRS mais gorducho decidimos comprar um portátil. Veio mesmo na hora H. Com o curso do Jp e as minhas reuniões, tem dado imenso jeito ter dois computadores em casa.
Anteontem o Pc decidiu emitir cheiro. Um cheiro suave que começou baixinho, como quem não quer a coisa, mas que em breve se afirmou como um cheiro intenso a queimado. Tendo em consideração que, já há um ano, que o dito objecto descansava no escritório, de entranhas abertas e ventoinha apontada nos dias de calor, decidimos que o cheiro era a gota que enchia o copo. Lá foi o Pc para a oficina. Ontem à noite havia apenas um pc em casa. Eu tinha actas e "coisas" para tratar, o Jp tinha um jogo para jogar, o João tinha que falar com um amigo e ainda havia que decidir o sítio das férias.
No meio do desconforto que se gerou e com a Sofia a reclamar que queria ir ao mini-click, espantei-me com o facto do Pc fazer tanta falta e voltei-me para o Jp: "Nem acredito que somos uma família de dois computadores..." Ao que ele me responde a rir: "O que ainda não percebeste é que somos uma família de quatro computadores!"
Hoje a campainha toca por voltas das seis e meia e os miúdos correm para a porta a gritar, como sempre, "É o Pai, é o Pai!" O João, que já está cansado de ouvir que tem de espreitar antes de abrir, espreita pelo óculo e diz, feliz: "Melhor do que isso, é o Pai com o Computador!"

quinta-feira, junho 28, 2007

quarta-feira, junho 27, 2007

Logo

Meme dos livros

Porque ainda ninguém me tinha feito isto, porque gosto da Sandra e porque hoje parece ter acabado uma fase complicada da minha vida e por isso estou bem disposta, cá vai:
O livro que tenho, neste momento, mais próximo do Pc é o "Dicionário da Língua Portuguesa", Editado em 1956 pela Livraria Simões Lopes. É a "1ª edição em perfeita harmonia com o acordo ortográfico luso-brasileiro de 1945" e tem dentro o nome do meu avô, manuscrito, com a data 15-5-57 por baixo. Está numa prateleira com outros dicionários e alguns livros de didáctica.
A página 161, que vai de artístico a arvéloa, tem como quinta entrada o seguinte:
Artocarpo (GR ártos, pão + karpós, fruto), s.m Género de plantas urticáceas; fruto da árvore-do-pão.
Uma vez que começa com maiúscula e que termina em ponto final, vou considerar esta entrada uma frase completa. O que é que isto diz sobre mim? Que adorava o meu avô e herdei a sua biblioteca e que guardo os dicionários no escritório, mesmo ao lado do pc.
Escolhi a prateleira que está à altura do peito. Se fosse a prateleira de cima teria cds, na de baixo o livro seria o "Leão, a bruxa e o guarda-fatos", que o João se esqueceu de levar para o quarto dele.
As regras do Meme são:
  1. Pegar no livro mais próximo
  2. Abri-lo na página 161
  3. Procurar a 5.ª frase completa
  4. Colocar a frase no blogue
  5. Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
  6. Passar o desafio a cinco pessoas

Quero saber o que guardam perto do pc :

Angel

Anna

Mamaíta

Geeky Wife

Vítor

Tarefa cumprida.