segunda-feira, outubro 01, 2007

Caso Mourinho




Pelo mestre. Se bem que há aqui coisas que acho que era capaz de fazer.

quarta-feira, setembro 26, 2007

O Essencial I

O essencial, para mim, não inclui móveis. Inclui beijos, abraços, carinho, piadas, conversas, livros, televisão, borgas e viagens. Também não inclui roupa. Portanto conseguem imaginar facilmente a situação cá em casa, com tudo nu a ver televisão e a falar muito depressa, tudo ao mesmo tempo, sentados em cima de livros e abraçados uns aos outros. Claro que a situação não é assim tão grave e mete alguma roupa e alguns móveis também. No início os móveis foram herdados, mas aos poucos, com a chegada das crianças, as avós foram-se rebelando. Como quem não quer a coisa iam oferecendo mobílias, cortinados, etc. Sempre diplomaticamente, sugerindo que se eu escolhesse pagavam. Assim foram mobilados e decorados os quartos e parte do resto da casa. Restava a sala, com os primeiros sofás que comprámos e que já viram muita coisa, não sendo muito confortáveis à partida.
A sala andava a meter-me impressão: era fria e pouco aconchegante. A mobília foi comprada para a nossa primeira casa, cuja sala tinha um terço do tamanho. Lembro-me da reacção de uma colega, quando foi pela primeira vez à minha casa: "pois, de facto móveis não tens..." E toca de me oferecer um quadro lindíssimo, pintado pelo marido. A verdade é que, por mais impressão que me fizesse ter uma sala apresentável não era essencial. Prioridades...
A verdade é que os meus próprios pais demoraram a vida inteira a decorar a casa. O meu pai sonhava com uns sofás de couro, caríssimos, que acabou por comprar já doente. Também sempre quis um casamento católico que acabou por ter sentado num dos ditos sofás.
Em Julho a minha mãe achou que eu devia ficar com os sofás, os ditos, os castanhos grandes. A minha primeira reacção foi recusar. Não foram escolhidos por mim, eram muito grandes e não combinavam nada com as cenas azuis da sala. Mas depois pensei que eram melhores que os meus velhotes. E mais confortáveis. E que os puffs podiam ser forrados...
Assim, no início do mês decidi-me. Com a ajuda da Pipoca pintei uma parede de laranja. Contactei uma empresa de mudança e pronto, lá vieram uns sofás castanhos e nada essenciais.
A sala ficou mais pequena, mais quente e aconchegante. Gosto. Mas o que gosto mais foi de ter descoberto uma porta na sala, que a liga directamente a uma casa num pinhal perto do mar, onde havia um pescador que contava histórias com riso nos olhos e por onde espreito sempre que entro na sala e sinto o cheiro forte do couro. O cheiro é, esse sim, essencial e portanto invisível para os olhos, já dizia a raposa.

domingo, setembro 23, 2007

Equinócio do Outono

Foi hoje, às 06h.52m. Eu estava a dormir e não dei por nada. O dia hoje já foi mais pequeno. O Sol dirige-se lentamente para o Periélio. Não que isto tenha particular importância, mas nunca tinha utilizado a palavra Periélio numa frase e o meu Avô esforçou-se imenso para que eu a aprendesse. Agora ponho uma musiquinha que meta o Sol e já fica o Equinócio comemorado.




Ok, não é nada de especial, mas tem a ver com a forma como me sinto esta noite.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Primeira semana de aulas

Dói-me a voz. Quando era pequena achava que não podia acontecer, mas acontece. Não é grave, é só quando falo. E sei que daqui a uma ou duas semanas já passou, é só até renovar os calos das cordas vocais. Ossos do ofício. Às vezes os ditos ossos incluem dores de alma, que são bem piores, portanto hoje estou feliz por só me doer a voz.

sexta-feira, setembro 14, 2007

quinta-feira, setembro 13, 2007

Tudo


Parabéns!

terça-feira, setembro 11, 2007

Schmooze

Foi-me concedido isto:


Cabe-me fazer um discurso se agradecimento. Pensei começar assim:

"Quem me conhece sabe que sou de poucas falas..." Bom, podia, mas é mentira.

"Quem me conhece sabe que sei quando me devo calar..." Também não é inteiramente verdade...

Quem me conhece sabe que falo que me desunho. Quem não me conhece, como o Vítor, aparentemente adivinha que falo demais. Estou-lhe muito grata pelo feito divinatório e nomeio faladoras as seguintes pessoas:

Mamaíta e Escalla (por experiência própria);

Blueangel (via msn);

Vanadis e Nelson (a minha vez de adivinhar).

Posto isto estão cumpridas todas as regras, excepto o beijo pró Mike, que é para o piqueno controlar o desenrolar da parvoeira que inventou.

Setembro

Quando era miúda o mês de Agosto arrastava-se na Odiada Vilazinha, interminável. Frequentemente os dias amanheciam com um céu enevoado, cinzento e frio. "Lá pró meio-dia levanta!" Dizia o meu avô, com a sabedoria do mar na voz calma. E levantava, dando lugar a dias de calor intenso, em que saíamos da praia com o Sol a pôr-se e a pressa de quem está de férias e tem uma noite de Verão pela frente.
Assim têm amanhecido os dias deste mês de Setembro, cinzentos e a levantar pelo meio dia. E arrastam-se intermináveis, como se estivéssemos em Agosto e só houvesse aulas lá para Outubro. E eu vou-me arrastando com os dias, meio a dormir, como se ainda não fosse a sério. Acordarei quando Setembro acabar, como na canção.


terça-feira, agosto 28, 2007

Aborrecida






Andava eu por aqui, sem grande coisa para fazer e absolutamente nada para escrever, quando me deparo com esta cançoneta no Blog do Nuno. Veio mesmo a calhar, para dar voz ao sentimento, quando as palavras escasseiam.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Scooter

You Are Scooter

Brainy and knowledgable, you are the perfect sidekick.
You're always willing to lend a helping hand.
In any big event or party, you're the one who keeps things going.
"15 seconds to showtime!"

quinta-feira, agosto 23, 2007

Imagem de férias II

Porque também deu para tirar fotos decentes.




A vista da varanda do quarto. A piscina era deliciosa.



A Sofia a fazer poses no quarto do hotel.


Aguadulce


Agua Amarga


A semana da praxe na Odiada Vilazinha.




Tudo junto deu para descansar e voltar ainda a cheirar a Verão.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Imagem de férias I

Depois do incidente com a tinta do cabelo achei que tinha mesmo de melhorar a cena da auto-imagem. Até porque, de vez em quando, há que dar ouvidos ao psicólogo. Como estava de férias e sem grandes preocupações, diverti-me a tirar fotografias a mim própria, quando ninguém estava a ver (duvido que alguém consiga superar-me no que respeita a fazer figura de parva).

Estas preciosas fotografias, tiradas cuidadosamente por mim são, sem sombra de dúvida, auto-imagens. E estão uma desgraça. Depois de muito ponderar, decidi não apagar quatro. Dessas quatro, deixo-vos aqui os melhores pedaços. Talvez no próximo Verão dê para fazer melhor.

terça-feira, agosto 21, 2007

De volta

Quero agradecer a todos os que me escreveram e em especial a estes meninos:



As férias foram boas tirando um ou outro detalhe. E estou muito bem disposta, o que é sempre bom. Sem grande coisa para dizer, para não variar.

segunda-feira, julho 30, 2007

De férias com a DREL

Estava eu aqui, em terras espanholas, a relaxar numa de água do mar caliente, fabulosa piscina e deliciosa comida, quando recebo uma mensagem inquietante: os concursos foram antecipados para 1 a 7 de Agosto. "Regresso a 4." - pensei -"Ainda vou a tempo." Ora eu vim de férias equipada com pc mas sem ideias de aceder à Internet fora de Portugal. Daqui vou para o Algarve e lá pensava aceder à página da DREL e perceber, talvez, se concorro ou não. Portanto, trouxe pc e tralha de concursos, sem saber bem se vou utilizar. Ao cair da noite uma chamada, desta vez de uma colega absolutamente confusa. Disse-lhe que não sabia de nada e que dia 4 logo investigaria. Antes de sair para jantar outra mensagem, desta vez do sindicato a alertar para a antecipação dos concursos e a dizer-me para consultar a página da DREL. Convenceram-me. Acabei de jantar e perguntei pelo acesso à Internet mais próximo. Aqui estou, a gozar o resto do euro que paguei por uma hora de net, depois de ter descoberto que a página da net não informa de coisa nenhuma. Terei de gastar uns quantos euros em telefonemas, quando regressar, para tentar descobrir se concorro. No meio disto tudo penso: E se em vez de uma semana eu cá estivesse quinze dias? E se não tivesse trazido o telefone? E se estivesse no alto de uma montanha sem net? Se um professor não pode tirar férias em Agosto, quando é que pode? Ou só poderemos tirar férias com a ministra?

sexta-feira, julho 27, 2007

Parece que vamos

Bom Verão!

Dia sim, dia não

O dia começou muito bem. Um céu azul fantástico, sem uma nuvem, um ar de Verão indiscutível a prometer calor. A manhã desenrolou-se de forma fantástica, com notícias óptimas, acabei todas as minhas tarefas, fiz tudo o que queria, despedi-me do pessoal e ainda vendi a cópia extra do Harry Potter.
A seguir ao almoço as coisas começam a complicar-se, o tempo passa sem que nada aconteça, o calor aumenta e começa a abafar, as notícias que vão chegando são inquietantes, desagradáveis, incómodas. A Sofia ainda não chegou e não chega antes das 18.30h. A Internet vai e vem de forma intermitente. Há um telefonema que me arrepia toda e começo a questionar as minhas opções. Faltam 13 horas para a hora em que tínhamos marcado sair de casa e não sei se vou. As malas estão abertas em cima da cama, por acabar, os sapatos espalhados pelo chão, os pensamentos voam caóticos por todo o lado. Tenho medo. Tenho tanto medo.

Johnny

Para te animar.

Porque a família não é só aquela em que se nasce, mas também aquela que se escolhe.

quarta-feira, julho 25, 2007

Anne of Green Gables

Afinal não houve crise. Não ficou roxo.











Talvez mais ruivo que o habitual. Mas o psicólogo já foi ouvido a dizer que gostava de me ver ruiva, portanto correu bem. Ainda não estou muito confortável com a história da coloração permanente, mas nada a fazer.

terça-feira, julho 24, 2007

Imagem

Parece impossível como por vezes uma cadeia de acontecimentos trágicos pode ser desencadeada com uma frase tão simples como:


"Enviei-te um mail para o naoqueroescrever@gmail.com".


Até agora nada de anormal. Vou ver. O texto diz: "Eu sei que não querias, mas acho que a foto apanhou bem o momento!". Olho horrorizada para a foto que acompanha o texto. Shit! É o pensamento que de imediato me invade o cérebro e que passo a transmitir à minha interlocutora via MSN.


Abro a foto. Não quero acreditar. "Andas com problemas de auto-imagem" tem-me dito o psicólogo cá de casa. Não fui eu que tirei a foto. É uma hetero-imagem. Também ando com problemas de hetero-imagem. Graves. Olho melhor. O cabelo está esquisito, não se vêem os caracóis, mas está com uma cor estranha. Está desbotado.



Deve ser de o pintar, de vez em quando, com aqueles produtos que vão saindo. Parece que sempre vai ficando alguma coisa. Ou então é do Sol. Vou até à casa-de-banho. Tenho um desses produtos debaixo do lavatório há quase três meses. Comprei-o, mas não me tem apetecido usá-lo. Foi uma compra impulsiva, noutra dessas crises de auto-imagem. Ou nesta, na volta é uma crise longa. A caixa é verde, acho que nunca usei esta marca. Acabo por comprar sempre a mesma cor, um castanho igual ao meu, mas com uns reflexos avermelhados. Vou preparando o produto e reparo que a cor do creme é diferente do habitual. Branco sujo. Costuma ser mais escura, beje e depois vai escurecendo até ficar laranja muito escuro. Agito o frasco.
Olho-me ao espelho. Não gosto da imagem. Começo a aplicar o creme, que vai escurecendo. Parece estar a ficar rosa. Gosto desta cor, faz lembrar gelado de morango. Não é bem rosa, é mais lilás, como as senhoras de idade costumavam por no cabelo quando eu era pequena. Continua a escurecer. Purple é a palavra que me vem à mente. Penso na palavra portuguesa para esta cor. Beringela. Como o cabelo da minha colega C.. Reparei ontem que o pintou de Beringela. Lembro-me de ter pensado claramente: "Aí está uma cor com que nunca pintaria o cabelo..." Paro de pintar. Nunca. Um enorme fatalismo abate-se sobre mim.
Procuro frenética o nome da cor: "Acajou avermelhado." Que raios quer isto dizer? Costumo comprar pela cor da foto, não pelo nome. Não há-de ser nada. Olho-me ao espelho. Roxo é agora a cor. É só lavar muito. Normalmente sai em 8 a 10 lavagens. Procuro na caixa o número exacto. Não encontro. Diz apenas "coloração permanente". Sinto um calafrio. Resta-me esperar meia hora. É o que faço enquanto escrevo isto.
Penso na cara do psicólogo quando chegar a casa. "Andas com problemas de auto-imagem." Isso e caracóis roxos.

segunda-feira, julho 23, 2007

Aguadulce

Sábado de manhã, pela fresquinha.