terça-feira, novembro 25, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
Nariz - pensamentos em redor do tema
Durante anos serviu de detector de mentiras cá em casa.
Tenho uns amigos muito queridos a morarem lá. Bolas, esta soou mal, parece que tenho uma infestação de alguma coisa no nariz. E não, os meus amigos não são macacos.
Estou sempre a metê-lo onde não devo.
Odeio o meu nariz, detesto ver-me de perfil.
Imagino-me com um nariz maior do que o que realmente tenho.
O ano passado houve uma noite em que desejei ardentemente estar em Nariz.
É-me muito útil para segurar os óculos.
Volta e meia avaria. Com bastante frequência. Nas últimas semanas é objecto dos meus pensamentos várias vezes por dia.
Há alturas em que a minha única ambição na vida é ter um nariz que funcione. Pai Natal, se estás a ler isto, este Natal gostava de ter um Nariz a funcionar.Tenho uns amigos muito queridos a morarem lá. Bolas, esta soou mal, parece que tenho uma infestação de alguma coisa no nariz. E não, os meus amigos não são macacos.
Estou sempre a metê-lo onde não devo.
Odeio o meu nariz, detesto ver-me de perfil.
Imagino-me com um nariz maior do que o que realmente tenho.
O ano passado houve uma noite em que desejei ardentemente estar em Nariz.
É-me muito útil para segurar os óculos.
Volta e meia avaria. Com bastante frequência. Nas últimas semanas é objecto dos meus pensamentos várias vezes por dia.
Estilo isto:
Mas mais acima.
domingo, novembro 09, 2008
Não Escrevo
Não escrevo porque não. Porque não há palavras a consumirem-me e a quererem saltar-me da boca para não me sufocarem a alma. Porque as drogas bateram-me e eu estou calma. Porque diz quem me conhece que só escrevo quando estou em baixo. Porque escrevo coisas pequenas e com pouco sentido noutros lados e deixo sair a tensão como o vapor de uma panela de pressão...devagarinho...soprando. Porque não me apetece e é tão boa esta ilusão de que só faço o que me apetece!
sexta-feira, outubro 17, 2008
Home Alone
Um momento de sossego num dia acelerado. A temperatura arrefece subitamente e o céu enche-se de nuvens. O estômago aperta-se-me num vazio amargo. Pego no telefone e tento soprar as nuvens. "Está lá?" Dizia quando era pequenina. Não está. Não está lá ninguém.
quarta-feira, outubro 15, 2008
Palavras Roubadas à minha boca III
Eu ia e tirava (ou como eliminar o pneu e rodar sobre a jante)
Noutro dia, numa conversa à mesa, durante o almoço, comentaram comigo que devia tirar. Aproveitava uma ocasião propícia e pronto, aproveitava para tirar. Entretanto, falou-se também de uma outra pessoa com o mesmo problema: o de precisar de tirar. E, como tem dinheiro, nada a impede de ir e tirar. Sabe-se lá por quê. Do que ninguém se lembrou foi de pensar se isso é realmente importante para as visadas. Se estou feliz assim, ou se a outra também está. É indubitável que se sofre com isso. É um fardo que nos acompanha, é uma fama que nos persegue, é uma sombra que nos faz sobressair do resto do mundo.
Sou grande, pronto. Já nem se põe a questão de ter um pneu aqui ou ali. Toda eu sou uma câmara de ar, embora esteja aí para as curvas. Elas estão lá, mas inflaccionadas em todo o seu esplendor. E toda a gente me aconselha a desapertar o pipo e a deixar sair o ar. O que já fiz vezes sem conta, para voltar sempre ao estado inicial, ou pior ainda. Ou, como agora está na moda, a recauchutar o pneumático.
Mas eu não estou para isso. Depois de várias tentativas para despejar o ar (com sucesso, diga-se), quando se precisa de voltar ao dia-a-dia, torna-se extremamente incómodo rodar sobre a jante e acabamos por tornar a encher o pneu. Até porque este se estraga com tanta instabilidade.
A alternativa também não me agrada, porque um pneu recauchutado deixa de ser a mesma coisa. Não tem a mesma qualidade. Só sente quem tem de rodar com ele a vida inteira.
(escrito em 23·07·04) posted by Rosmaninho
Sou grande, pronto. Já nem se põe a questão de ter um pneu aqui ou ali. Toda eu sou uma câmara de ar, embora esteja aí para as curvas. Elas estão lá, mas inflaccionadas em todo o seu esplendor. E toda a gente me aconselha a desapertar o pipo e a deixar sair o ar. O que já fiz vezes sem conta, para voltar sempre ao estado inicial, ou pior ainda. Ou, como agora está na moda, a recauchutar o pneumático.
Mas eu não estou para isso. Depois de várias tentativas para despejar o ar (com sucesso, diga-se), quando se precisa de voltar ao dia-a-dia, torna-se extremamente incómodo rodar sobre a jante e acabamos por tornar a encher o pneu. Até porque este se estraga com tanta instabilidade.
A alternativa também não me agrada, porque um pneu recauchutado deixa de ser a mesma coisa. Não tem a mesma qualidade. Só sente quem tem de rodar com ele a vida inteira.
(escrito em 23·07·04) posted by Rosmaninho
sexta-feira, outubro 10, 2008
Rosmaninho
"2008/10/07
Silêncio
Há alturas em que devíamos poder hibernar e, assim, evitar aquelas coisas que vêm em rajadas incómodas. Depois de uma otite que durou mais de um mês, intervalada por uma constipação que a deixou para trás até regressar numa noite para esquecer, eis que acordo numa segunda de manhã com um peso terrível no peito, dores no corpo e outros mal-estares sobre os quais não vou entrar em pormenores. Depois de uma manhã a trabalhar, porque não podia deixar de ser, fui à procura de ajuda. Ninguém disponível, dia de trabalho e isso. Hospitais cheios, ressaca das greves que parece que houve, centros de saúde idem, chama-se, finalmente, o médico a casa, alguém há-de vir para ir à farmácia. Entretanto, já me tinha arrastado até ao supermercado, que os amigos trabalham até tarde e vivem todos longe daqui. Quase três horas depois da chamada, chega a médica, simpática mas muito pragmática: "É viral, não se preocupe. Toma isto e isto e isto e há-de passar. Coma pouco, leve e devagarinho, para não vir tudo fora." E aguente, que ela não disse mas sei que pensou.Resultado: Um dia inteiro em casa, sem vontade de fazer o que quer que seja senão ver episódios repetidos de séries, e continuar a tossir desesperadamente, na ânsia de tirar o peso do peito. O pior, mesmo, é já ter reparado que mais um ou dois ataques de tosse como os que tenho tido provocarão a inevitável revolta das cordas vocais, que já estão a dar sinal de que irão fazer greve não tarda. Anime-se quem já não me pode ouvir, desengane-se quem pensa que me calarei.
Estes dedos não param. E amanhã vou trabalhar, porque não consigo ficar em casa."
Não te calarás nunca, Rosmaninho, que nós não deixamos!
domingo, setembro 07, 2008
Choque Tecnológico...
...é quando recebemos no Hi5 um pedido de amizade da nossa Mãe. Passado o choque enche-nos um orgulho enorme de ter uma Mãe que se esforça por ir mais além. Boa, Mãe!
terça-feira, agosto 26, 2008
Superbock sem Álcool
Há dias assim, perfeitos, perfeitos. Ontem foi um. Porque é perfeito quando o céu é azul e o Sol nos aquece a alma. Porque é perfeito quando a paz nos invade o espírito e o silêncio é apenas interrompido pelos risos das crianças. Porque é perfeito quando vestimos um biquini pela primeira vez em dezasseis anos, não porque estejamos mais magras, mas apenas porque não temos que provar nada a ninguém. Porque é perfeito quando o biquini vermelho comprado na La Redute há dezasseis anos ainda nos serve. Porque é perfeito quando percebemos que não há espaço pra nadar no meio de tantas crianças felizes. Porque é perfeito quando descobrimos que o nosso filho está apaixonado e a nossa filha finalmente aprendeu a nadar. E finalmente porque é perfeito descobrir que a Lei de Lavoisier também se aplica à nossa vida e o primeiro dia deste novo estado de Borboleta pode ser como a Superbock sem álcool, assim, perfeito, perfeito.
domingo, agosto 24, 2008
domingo, julho 27, 2008
O tempo médio de um xixi
Na gloriosa travessia da península, o meu intestino decidiu rebelar-se e exigir atenção imediata. À falta de caixas de areia, decidi-me a utilizar um dos fabulosos vasos de porcelana que se encontram em cubículos nas estações de serviço. A tarefa revelou-se algo complexa porque, tendo em atenção a sua natureza, tornou-se necessário forrar de papel o dito vaso. Sim, tendo em atenção a Natureza, porque ao contrário do que pensa a maioria dos homens, as meninas raramente se sentam nas casas de banho públicas. E não vou explicar como fazemos, quem sabe, sabe, quem não sabe mais vale desistir de compreender as mulheres.
Depois de forrado o vaso, preparo-me para dar atenção ao dito intestino quando as luzes se apagam. Ora não tendo entrado ninguém com um bolo de anos, nem tendo ninguém batido à porta, e sendo eu uma moça inteligente, deduzo rapidamente que a referida luz possuía um temporizador que a desligava ao fim do tempo médio de um xixi, tempo esse que se tinha esgotado.
Tratei então de descobrir onde estava a "coisinha" dos infravermelhos (ó-lá-u-que-é) que ligava a luz. Primeiro tratei de agitar os braços no ar, ainda sentada e completamente às escuras. Se acham esta acção parva, imaginem que têm uma tatuagem nova que não deve ser coberta por roupa e portanto vestem um fato de banho de peça única, que se encontra, no momento, enrolado juntamente com as calças, nos vossos tornozelos. Sim, estão a imaginar bem, eu despida até aos tornozelos, sentada na sanita e a agitar os braços no ar num cubículo escuro.
Claro que esta acção não teve qualquer efeito. Pensei em que mais poderia fazer e decidi que abrir a porta poderia accionar a luz. Nessa altura tentei lembrar-me se o cubículo dava para outro com lavatório ou directamente para a loja da estação de serviço. Não me consegui lembrar. Lá abri a porta, muito a medo, e constatei com alívio que dava para um cubículo com lavatório. A luz não acendeu, mas descobri um interruptor na parede ao meu lado. Fechei rapidamente a porta e tentei encontrar o interruptor. Não funcionava.
No meio destas experiências todas, o meu intestino acabou o que tinha a fazer, sem se importar com a ausência de luz. Eu lá me convenci que também não ia ver a luz e tratei de limpar a região o melhor possível, rezando para que ficasse tudo minimamente limpo e vesti-me.
Passei então ao cubículo do lavatório e, assim que abri a torneira da água, a luz da casa-de-banho ligou-se.
Agora pergunto eu, para que será a luz accionada a partir do cubículo adjacente? Tenho cá para mim que ou os donos da estação de serviço querem despachar as pessoas ao fim do tempo médio de um xixi ou estão mesmo à espera que elas saiam sem calças para ligar a luz.
Depois de forrado o vaso, preparo-me para dar atenção ao dito intestino quando as luzes se apagam. Ora não tendo entrado ninguém com um bolo de anos, nem tendo ninguém batido à porta, e sendo eu uma moça inteligente, deduzo rapidamente que a referida luz possuía um temporizador que a desligava ao fim do tempo médio de um xixi, tempo esse que se tinha esgotado.
Tratei então de descobrir onde estava a "coisinha" dos infravermelhos (ó-lá-u-que-é) que ligava a luz. Primeiro tratei de agitar os braços no ar, ainda sentada e completamente às escuras. Se acham esta acção parva, imaginem que têm uma tatuagem nova que não deve ser coberta por roupa e portanto vestem um fato de banho de peça única, que se encontra, no momento, enrolado juntamente com as calças, nos vossos tornozelos. Sim, estão a imaginar bem, eu despida até aos tornozelos, sentada na sanita e a agitar os braços no ar num cubículo escuro.
Claro que esta acção não teve qualquer efeito. Pensei em que mais poderia fazer e decidi que abrir a porta poderia accionar a luz. Nessa altura tentei lembrar-me se o cubículo dava para outro com lavatório ou directamente para a loja da estação de serviço. Não me consegui lembrar. Lá abri a porta, muito a medo, e constatei com alívio que dava para um cubículo com lavatório. A luz não acendeu, mas descobri um interruptor na parede ao meu lado. Fechei rapidamente a porta e tentei encontrar o interruptor. Não funcionava.
No meio destas experiências todas, o meu intestino acabou o que tinha a fazer, sem se importar com a ausência de luz. Eu lá me convenci que também não ia ver a luz e tratei de limpar a região o melhor possível, rezando para que ficasse tudo minimamente limpo e vesti-me.
Passei então ao cubículo do lavatório e, assim que abri a torneira da água, a luz da casa-de-banho ligou-se.
Agora pergunto eu, para que será a luz accionada a partir do cubículo adjacente? Tenho cá para mim que ou os donos da estação de serviço querem despachar as pessoas ao fim do tempo médio de um xixi ou estão mesmo à espera que elas saiam sem calças para ligar a luz.
Pai
O Cavalo Marinho (Hippocampus) é um género de peixe pertencente à família Syngnathidae, que vive em águas temperadas e tropicais. Possui uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Tem características semelhantes às do camaleão, como mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas.Os ovos postos pela fêmea são fertilizados pelo macho, que os guarda numa bolsa na base da sua cauda. Dois meses mais tarde, os ovos rompem-se e o macho realiza violentas contorções para expelir a cria.
Há pais assim. Há outros que não dão à luz, não levam ao médico e não dão comida à boca. Mas estão lá quando é preciso, transmitem carinho, amor e ideias. E quando deixam de estar fazem uma falta desgraçada.
quinta-feira, julho 17, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
Espelho Meu
Atravesso a rua empurrada pelo vento, suave e morno, que brinca na minha pele como as caricias que me faltam. É um vento estranho, que me tapa os olhos com o cabelo e me impede de ver o caminho. Encolho os ombros e sigo em frente, conheço o caminho de cor.
Abro a porta e entro no elevador. Por uma vez não desvio o olhar do espelho, levanto o queixo e endireito as costas, enfrentando-me. Vejo o desprezo nos meus olhos e murmuro baixinho : "odeio-te!", por entre os dentes, sem abrir a boca. Deixo o ódio preencher o vazio que tenho dentro de mim.
Hoje, só hoje, queria ser outra.
Abro a porta e entro no elevador. Por uma vez não desvio o olhar do espelho, levanto o queixo e endireito as costas, enfrentando-me. Vejo o desprezo nos meus olhos e murmuro baixinho : "odeio-te!", por entre os dentes, sem abrir a boca. Deixo o ódio preencher o vazio que tenho dentro de mim.
Hoje, só hoje, queria ser outra.
Casulo
Agora que é Verão e se deveria começar a viver, volta a apetecer-me construir um casulo e hibernar. Não quero estar onde estou nem fazer o que preciso. Sinto que despejo a vontade com o conteúdo do estômago. Voltam as dúvidas, as ânsias, as incertezas. Devo estar a precisar de aumentar a dose.
quinta-feira, junho 26, 2008
Drogas
As drogas estão finalmente a bater. Não ando mocada, mas perdi a angústia e o desespero, que são sempre coisas simpáticas de se perder. Consigo pensar e hoje, pela primeira vez em mais de um mês, sinto-me feliz. Não me vou perder a pensar se é uma felicidade real ou farmacêutica, mas também não interessa. Ajuda ter um leitor de Mp3 novo e recheado de música fantástica. Hoje os meus pés dançam pela rua, mesmo sem eu querer e sinto-me leve. O tempo também ajuda. Transpiro esperança. E cheira bem.
quarta-feira, maio 28, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
domingo, maio 18, 2008
Mas porque raios anda ela a encher isto de canções?
Porque às vezes sinto que já foi tudo dito. E que outros o disseram melhor. Porque às vezes me apetece-me plagiar. E porque me apetece cantar. E porque sim.
domingo, maio 11, 2008
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