sexta-feira, outubro 10, 2008

Rosmaninho

"2008/10/07

Silêncio

Há alturas em que devíamos poder hibernar e, assim, evitar aquelas coisas que vêm em rajadas incómodas. Depois de uma otite que durou mais de um mês, intervalada por uma constipação que a deixou para trás até regressar numa noite para esquecer, eis que acordo numa segunda de manhã com um peso terrível no peito, dores no corpo e outros mal-estares sobre os quais não vou entrar em pormenores. Depois de uma manhã a trabalhar, porque não podia deixar de ser, fui à procura de ajuda. Ninguém disponível, dia de trabalho e isso. Hospitais cheios, ressaca das greves que parece que houve, centros de saúde idem, chama-se, finalmente, o médico a casa, alguém há-de vir para ir à farmácia. Entretanto, já me tinha arrastado até ao supermercado, que os amigos trabalham até tarde e vivem todos longe daqui. Quase três horas depois da chamada, chega a médica, simpática mas muito pragmática: "É viral, não se preocupe. Toma isto e isto e isto e há-de passar. Coma pouco, leve e devagarinho, para não vir tudo fora." E aguente, que ela não disse mas sei que pensou.
Resultado: Um dia inteiro em casa, sem vontade de fazer o que quer que seja senão ver episódios repetidos de séries, e continuar a tossir desesperadamente, na ânsia de tirar o peso do peito. O pior, mesmo, é já ter reparado que mais um ou dois ataques de tosse como os que tenho tido provocarão a inevitável revolta das cordas vocais, que já estão a dar sinal de que irão fazer greve não tarda. Anime-se quem já não me pode ouvir, desengane-se quem pensa que me calarei.
Estes dedos não param. E amanhã vou trabalhar, porque não consigo ficar em casa."


Não te calarás nunca, Rosmaninho, que nós não deixamos!

2 comentários:

BlueAngel disse...

Continuarás sempre entre nós e de viva voz. Sempre!!!

BlueLightSpecial disse...

Quando não se sabe os pormenores e eles nos caem como uma tempestade em cima grito ESTÁ LÁ? E sem vergonha pergunto bem alto onde anda a justiça neste mundo, onde anda a cabeça dos médicos deste mundo, porque não entendo, não entendo mesmo!
O silêncio aqui custa El... que a voz com cheiro a flores campestres não se cale mesmo nunca!