quarta-feira, março 11, 2009
No Fundo
quarta-feira, março 04, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
These are a few of my favourite things
Portanto aqui ficam:
Pastéis de Belém,sacos de água quente, roupa interior de cetim, batons de framboesa, beijos de bebés, gatinhos, ar quente no pescoço, andar de mãos dadas, os primeiros dias de Primavera, o Pôr-do-Sol no Verão, um "page-turner", Dröste, os meus filhos, lamber o sal da pele, começar um caderno novo, canetas, presentes, festas, amigos...
And then I don't feel so bad...
domingo, fevereiro 01, 2009
Camões estava errado
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Mudanças
A minha avó dizia (mesmo!): "O que não se pode remediar, remediado está." O que se me afigura extremamente sensato, mas não altera a minha sede de mudança. Assim, ando a pensar seguir o exemplo da minha amiga e mudar o meu hairstyle.
O plano é o seguinte: embora lá fingir que este blogue tem leitores e que os ditos leitores até se interessam pelo meu corte de cabelo (Têm consciência que isto torna a vossa prórpia vida completamente desinteressante e vazia? Não têm mais nada para fazer do que interessarem-se pelo corte de cabelo de outra pessoa? Geeee, get a life!) e promover uma votação sobre o corte de cabelo que farei pra comemorar o meu aniversário.
Assim, da esquerda para a direita e de cima para baixo imaginem numeradas as imagens desta página de 1 a 21. Votem num dos estilos ou deêm-me sugestões diferentes. Têm até dia 31.
Estou agora aqui a pensar nas considerações que eu poderia fazer sobre a minha personalidade depois de ter proposto uma votação sobre o meu próximo corte de cabelo.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Estou Além
Releio o que escrevi e rio-me baixinho das metáforas parvas, num riso que se fragmenta a meio e cai no vazio. Bato os pés no chão para os aquecer e sinto-os barbatanas. Não tenho nada para escrever, na verdade. Não é tanto o não querer, é não ter nada para dizer. Está tudo bem, excepto o que está mal e disso não me apetece falar. Não penso nisso sequer. Ultimamente coloquei umas lentes cor-de-rosa e só vejo as partes boas. E são muitas.
Os meus filhos estão tão crescidos e tão lindos. Ontem, no elevador, reparei que o João está finalmente mais alto do que eu. Disse-lho e ele encolheu-se, a tentar que eu não me sentisse mal por me ver ultrapassada. Não senti. Senti orgulho, imenso orgulho. A Sofia lê tudo e desembaraça-se. Preocupa-me o facto de ter uma má relação com a escola. Preocupa-me o facto de me ter enganado redondamente em relação à personalidade dela. É uma criança carinhosa, sensível, muito preocupada com tudo e todos, super-atenta aos detalhes do que a rodeia. Penso que não os protejo o suficiente, com a mesma rapidez com que penso que os protejo demais. Cresceram tão depressa.
Sou cada vez mais mimada. Tenho ao meu redor um grupo enorme de pessoas que me enche de mimo e carinho e me faz sentir bem. Penso muitas vezes se será isso e não as drogas que me permite esta camada gelada de protecção e as lentes cor-de-rosa. Tenho tido tanta atenção por parte de todos. Poderia viver assim para sempre…Claro que para sempre não existe.
Para sempre não existe e sei que a Primavera há-de chegar e com ela o degelo. Hei-de ter de largar as drogas e nadar. Hei-de ter de enfrentar os predadores. Mas hoje não quero pensar nisso, hoje quero a dormência do gelo. Quero continuar assim, além.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Maria vai com as Outras
I. colocar uma foto individual nossa;
II. escolher uma banda/artista;
III. responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
IV. escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.
I. A fotografia:

II. A banda: Trovante
III. As respostas:
>3.2. Descreve-te: “Pedra no charco”.
3.3. O que as pessoas acham de ti? “Um caso mais”.
3.4. Como descreves o teu último relacionamento: “Lua de Março”.
3.5. Descreve o estado actual da tua relação com a tua namorada ou pretendente: “Sorriso”.
3.6. Onde querias estar agora? “Esplanada”.
3.7. O que pensas a respeito do amor? “Perdidamente”.
3.8. Como é a tua vida? “Fiz-me à Cidade”.
3.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? “Noites de Verão”
3.10. Escreve uma frase sábia: “Saudade”.
IV. Escolher 4 pessoas a quem passar o desafio:
Blue
Winter
Sonya
Aggio
terça-feira, dezembro 09, 2008
Desinfecto-me
Desisti mas continuei a observar a pessoa ao longe, com a fascinação doentia de quem segue o percurso de um ciclone à medida que vai fazendo estragos e semeando o caos. A sentir-me horrorizada mas sem deixar de olhar. A semana passada cansei-me. Percebi que me fazia mal e que me deixava doente. Percebi que me inundava de ódio e fazia de mim uma pessoa pior. Tal como defendo o direito de todos a escreverem exactamente aquilo que querem, defendo também o meu direito de ler apenas o que me apetece.
A semana passada, pela primeira vez, retirei blogs da minha lista, num esforço consciente para eliminar alguém da minha vida. Se a árvore cair no meio da floresta e ninguém vir, cairá a árvore realmente? Se fecharmos os olhos e fizermos muita força, será que conseguimos que a realidade mude? Valerá alguma coisa uma afirmação de desinteresse? No fundo sei que deixar de olhar não muda o horror, mas tenho esperança que impeça o contágio.
terça-feira, novembro 25, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
Nariz - pensamentos em redor do tema
Tenho uns amigos muito queridos a morarem lá. Bolas, esta soou mal, parece que tenho uma infestação de alguma coisa no nariz. E não, os meus amigos não são macacos.
Estou sempre a metê-lo onde não devo.
Odeio o meu nariz, detesto ver-me de perfil.
Imagino-me com um nariz maior do que o que realmente tenho.
O ano passado houve uma noite em que desejei ardentemente estar em Nariz.
É-me muito útil para segurar os óculos.
Volta e meia avaria. Com bastante frequência. Nas últimas semanas é objecto dos meus pensamentos várias vezes por dia.
Estilo isto:
Mas mais acima.
domingo, novembro 09, 2008
Não Escrevo
sexta-feira, outubro 17, 2008
Home Alone
quarta-feira, outubro 15, 2008
Palavras Roubadas à minha boca III
Eu ia e tirava (ou como eliminar o pneu e rodar sobre a jante)
Sou grande, pronto. Já nem se põe a questão de ter um pneu aqui ou ali. Toda eu sou uma câmara de ar, embora esteja aí para as curvas. Elas estão lá, mas inflaccionadas em todo o seu esplendor. E toda a gente me aconselha a desapertar o pipo e a deixar sair o ar. O que já fiz vezes sem conta, para voltar sempre ao estado inicial, ou pior ainda. Ou, como agora está na moda, a recauchutar o pneumático.
Mas eu não estou para isso. Depois de várias tentativas para despejar o ar (com sucesso, diga-se), quando se precisa de voltar ao dia-a-dia, torna-se extremamente incómodo rodar sobre a jante e acabamos por tornar a encher o pneu. Até porque este se estraga com tanta instabilidade.
A alternativa também não me agrada, porque um pneu recauchutado deixa de ser a mesma coisa. Não tem a mesma qualidade. Só sente quem tem de rodar com ele a vida inteira.
(escrito em 23·07·04) posted by Rosmaninho
sexta-feira, outubro 10, 2008
Rosmaninho
"2008/10/07
Silêncio
Há alturas em que devíamos poder hibernar e, assim, evitar aquelas coisas que vêm em rajadas incómodas. Depois de uma otite que durou mais de um mês, intervalada por uma constipação que a deixou para trás até regressar numa noite para esquecer, eis que acordo numa segunda de manhã com um peso terrível no peito, dores no corpo e outros mal-estares sobre os quais não vou entrar em pormenores. Depois de uma manhã a trabalhar, porque não podia deixar de ser, fui à procura de ajuda. Ninguém disponível, dia de trabalho e isso. Hospitais cheios, ressaca das greves que parece que houve, centros de saúde idem, chama-se, finalmente, o médico a casa, alguém há-de vir para ir à farmácia. Entretanto, já me tinha arrastado até ao supermercado, que os amigos trabalham até tarde e vivem todos longe daqui. Quase três horas depois da chamada, chega a médica, simpática mas muito pragmática: "É viral, não se preocupe. Toma isto e isto e isto e há-de passar. Coma pouco, leve e devagarinho, para não vir tudo fora." E aguente, que ela não disse mas sei que pensou.Resultado: Um dia inteiro em casa, sem vontade de fazer o que quer que seja senão ver episódios repetidos de séries, e continuar a tossir desesperadamente, na ânsia de tirar o peso do peito. O pior, mesmo, é já ter reparado que mais um ou dois ataques de tosse como os que tenho tido provocarão a inevitável revolta das cordas vocais, que já estão a dar sinal de que irão fazer greve não tarda. Anime-se quem já não me pode ouvir, desengane-se quem pensa que me calarei.
Estes dedos não param. E amanhã vou trabalhar, porque não consigo ficar em casa."
Não te calarás nunca, Rosmaninho, que nós não deixamos!
domingo, setembro 07, 2008
Choque Tecnológico...
terça-feira, agosto 26, 2008
Superbock sem Álcool
domingo, agosto 24, 2008
domingo, julho 27, 2008
O tempo médio de um xixi
Depois de forrado o vaso, preparo-me para dar atenção ao dito intestino quando as luzes se apagam. Ora não tendo entrado ninguém com um bolo de anos, nem tendo ninguém batido à porta, e sendo eu uma moça inteligente, deduzo rapidamente que a referida luz possuía um temporizador que a desligava ao fim do tempo médio de um xixi, tempo esse que se tinha esgotado.
Tratei então de descobrir onde estava a "coisinha" dos infravermelhos (ó-lá-u-que-é) que ligava a luz. Primeiro tratei de agitar os braços no ar, ainda sentada e completamente às escuras. Se acham esta acção parva, imaginem que têm uma tatuagem nova que não deve ser coberta por roupa e portanto vestem um fato de banho de peça única, que se encontra, no momento, enrolado juntamente com as calças, nos vossos tornozelos. Sim, estão a imaginar bem, eu despida até aos tornozelos, sentada na sanita e a agitar os braços no ar num cubículo escuro.
Claro que esta acção não teve qualquer efeito. Pensei em que mais poderia fazer e decidi que abrir a porta poderia accionar a luz. Nessa altura tentei lembrar-me se o cubículo dava para outro com lavatório ou directamente para a loja da estação de serviço. Não me consegui lembrar. Lá abri a porta, muito a medo, e constatei com alívio que dava para um cubículo com lavatório. A luz não acendeu, mas descobri um interruptor na parede ao meu lado. Fechei rapidamente a porta e tentei encontrar o interruptor. Não funcionava.
No meio destas experiências todas, o meu intestino acabou o que tinha a fazer, sem se importar com a ausência de luz. Eu lá me convenci que também não ia ver a luz e tratei de limpar a região o melhor possível, rezando para que ficasse tudo minimamente limpo e vesti-me.
Passei então ao cubículo do lavatório e, assim que abri a torneira da água, a luz da casa-de-banho ligou-se.
Agora pergunto eu, para que será a luz accionada a partir do cubículo adjacente? Tenho cá para mim que ou os donos da estação de serviço querem despachar as pessoas ao fim do tempo médio de um xixi ou estão mesmo à espera que elas saiam sem calças para ligar a luz.
Pai
O Cavalo Marinho (Hippocampus) é um género de peixe pertencente à família Syngnathidae, que vive em águas temperadas e tropicais. Possui uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Tem características semelhantes às do camaleão, como mudar de cor e mexer os olhos independentemente um do outro. Nadam com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as suas barbatanas.Os ovos postos pela fêmea são fertilizados pelo macho, que os guarda numa bolsa na base da sua cauda. Dois meses mais tarde, os ovos rompem-se e o macho realiza violentas contorções para expelir a cria.
Há pais assim. Há outros que não dão à luz, não levam ao médico e não dão comida à boca. Mas estão lá quando é preciso, transmitem carinho, amor e ideias. E quando deixam de estar fazem uma falta desgraçada.




