quinta-feira, junho 08, 2006

Detesto

Deslealdade.

quarta-feira, junho 07, 2006

Post poderoso

You Are Shadowcat

You're like a little sister to some, but others see you as a sex kitten.
You are well trained in martial arts, a bit of a computer geek, and can totally kick butt.

Powers: the ability to "phase" through walls and other physical objects

sexta-feira, junho 02, 2006

As listas já sairam!


E eu mudei de lista. A questão é:

Terei passado de cavalo para burro?

Palavras roubadas à minha boca

Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amaço
Sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo (2x)


Adriana Calcanhotto

quinta-feira, junho 01, 2006

Dizem que as listas saem...



... por estes dias. Alguém sabe quando?

quarta-feira, maio 31, 2006

O barco do avô Bigodes

Não era uma aiola, mas como podem ver, de aiolas percebia ele.

terça-feira, maio 30, 2006

Notícias da Pipoca

A Pipoca está assim:



Ok, não é exactamente assim... Eu admito, não tem o esqueleto revestido de metal, são só dois ossos. E também não tem metal por fora, tem por dentro. E agora que falamos disso, não é adamantium, é titânio. Ok, eu confesso, foi só uma desculpa para pôr aqui uma foto do Huguinho.

A verdade é que a Pipoca está melhor, a recuperar a grande velocidade da operação em que lhe colocaram fios de titânio dentro da tíbia e do perónio. Claro que, como toda a gente sabe, a operação de titânio provoca nas meninas de 11 anos uma imediata transformação em Titânia, a rainha das fadas. Assim, sua majestade acorda diariamente com o poder de fazer sorrir toda a gente e uma boa disposição inigualável. Isto apesar da terrível camada de gelo espesso e branco que lhe envolve a perna esquerda e a prende à cama.

E assim, enquanto espera impassível a chegada de Oberon ou que o gelo derreta, o que quer que aconteça primeiro, a Pipoca vai escrevendo novos feitiços, para combater o tédio e entreter a alma. Ou será que está só a passar os apontamentos da escola?

De qualquer modo, é a minha heroína!

sábado, maio 27, 2006

Memórias alheias II

E, de repente, uma coisa leva a outra, como anzóis num emaranhado de pita. E descubro amigos aqui, no fim da página, e aqui.

Memórias alheias

Às vezes achamos que só nós é que recordamos. É bom saber que não é assim.

quinta-feira, maio 25, 2006

Andei o dia todo a achar...

que me faltava qualquer coisa. Graças à Sandra já sei o que era:

Towel Day :: A tribute to Douglas Adams (1952-2001)


Imaginem se a Terra acabasse hoje???

Assistir

do Lat. assistere
v. int.,
estar presente;
habitar;
socorrer;
amparar;
proteger;
v. tr. e int.,
fazer companhia;
prestar socorros materiais ou espirituais.



Estou com dificuldades nisto. Não chego para as necessidades. Hoje dei prioridade à operação da Pipoca, que correu bem apesar do pós-operatório doloroso e acidentado. Para trás ficaram coisas a mais: marido, filhos, sogra, amigos, trabalho e eu. Foi bem priorizado. Mas queria ser aquele mutante que faz cópias de si mesmo, na telenovela que vi ontem.

terça-feira, maio 23, 2006

D. Lurdes ou A Fonte da Eterna Juventude

Quando era pequenina tomavam conta de mim. Era tão bom: a roupa aparecia magicamente nas gavetas, a comida na mesa, a loiça no armário. Havia sempre toalhas limpas nos toalheiros, as camas era feitas de lavado todas as semanas e o pó desaparecia de cima das mobílias. À medida que fui crescendo, começou a haver uma certa pressão para que eu participasse nestes rituais que permitiam que a magia acontecesse. Começou a ser-me pedido que lavasse a loiça, que fizesse a cama, que arrumasse o quarto...
Foi mais ou menos nesta altura que fui viver com os meus avós, o que permitiu ter quem tomasse conta de mim durante mais alguns anos. É verdade que tinha que fazer a minha cama de manhã e que pôr a mesa, mas a minha avó tomava muito bem conta de mim e a roupa continuava a aparecer nas gavetas, a comida na mesa e por aí fora. Não me passava pela cabeça ser de outra forma, "tomar conta" era a vida dela e nunca lhe poderia roubar isso. Dava-lhe um prazer enorme fazer a minha comida preferida e ter a casa sempre a brilhar.
Claro que isto não poderia durar para sempre e acabei por ter que crescer. Felizmente ainda tenho avó, infelizmente, aos 92 anos, ela nem dela própria toma conta. Aliás, há mais de dez anos que tem quem tome conta dela.
O facto é que, de repente, a magia acabou. A roupa começou a aparecer em montes. Se eu me esforçava para remediar a situação, o número de montes aumentava: de um monte de roupa suja passava a um monte de roupa suja, outro de roupa estendida, outro de roupa por passar e mais um de roupa por arrumar. Gavetas vazias. A cama passou a arejar diariamente de manhã à noite. O pó começou a marcar a posição exacta dos objectos nos móveis: se fosse roubada saberia exactamente o que faltava.
Eventualmente percebi que a minha casa era um sistema que tendia irremediavelmente para o caos. Entropia pura. Ora toda a gente sabe que é perigoso criar criancinhas indefesas no meio do caos. Depois de alguns anos de muito stress e roupa amontoada, a tentar controlar o caos enquanto o nosso filhote crescia, decidimos levar o nosso orçamento ao limite e arranjar quem tomasse conta de nós.
Agora a magia voltou: a roupa está de novo nas gavetas, a sopa aparece feita na panela, posso ser roubada que não dou pela falta dos objectos, as camas estão feitas quando chego a casa. Não tenho roupas caras, não faço viagens, não tenho uma casa bem decorada, mas tenho uma D. Lurdes!
Ah, tudo isto para contar que me voltei a sentir uma criança outra vez. Hoje, cheguei a casa e descobri que a D. Lurdes tinha arranjado o último brinquedo que estraguei: aparou o pêlo da minha cadela.

sexta-feira, maio 19, 2006

Inveja II

Invejosa, mas feliz!

Toma, toma!

Quem é que vai à ante-estreia do X-men III na próxima Quarta-feira, quem é?
E já tenho companhia e tudo!
Mas não sou totalmente má, tomem lá um bocadinho.

terça-feira, maio 16, 2006

Notícias frescas

Chafurdar no código

Criei um endereço de e-mail para o Blog. Tenho intenção de ler os mails regularmente. O ideal seria clicar no endereço para irem directo para o vosso editor de mail. Seria...
A verdade é que não pesco nada do código do template, logo colocar o endereço ali já foi uma aventura. Também queria pôr em cinzento clarinho, mas não sei como é que se escreve. Portanto ficamos assim.
P.S. Graças à Angel, já está tudo como eu queria. Obrigada!

segunda-feira, maio 15, 2006

Redoma

Desde que eles nascem que temos esta necessidade básica de os proteger. Não há pior pensamento do que a ideia que algo lhes pode acontecer.
Há onze anos e meio tive o privilégio de assistir ao nascimento de uma menina linda, que passou directamente das mãos da equipa médica para os meus braços e me inundou o coração. Lembro-me de como aquele corpinho se encaixava tão bem em mim e de pensar como 3.920 kg podiam pesar tanto. Depois percebi que era o peso da emoção, quando, 6 anos mais tarde, a minha filha também nasceu com o mesmo peso. Na altura, não achava possível amar mais uma criança, sentir mais do que aquilo que eu sentia pela minha primeira sobrinha.
Voltei a pensar que não era possível amar mais este Sábado, quando a bicicleta em que a minha Pipoca andava foi atropelada por um carro. Cheguei a dizer à enfermeira que também era mãe dela: "sou a mãe gorda, a outra é a mãe magra."
A minha Pipoca vai ficar bem, nenhum dos danos é permanente. Daqui a uns meses os ossos vão-se fundir, daqui a umas semanas os inchaços, os hematomas e as luxações vão desaparecer, daqui a uns dias o olho vai voltar a abrir e tudo vai passar. Só vai ficar para sempre esta sensação de que foi por muito, muito pouco e de que nunca a vou conseguir proteger o suficiente.

sábado, maio 13, 2006

O Jogo

Bolas! Acabei de perder O Jogo! Nem acredito que isto é possivel...

Justificado

Graças à Angel endireitei o mês de Maio. Obrigada!

quinta-feira, maio 11, 2006

Zangas

Hoje discuti com todos os elementos da minha de família, antes de sair de casa. Só não discuti com a cadela, mas essa não me fala desde que lhe assassinei o pêlo.

quarta-feira, maio 10, 2006

Sebastião

Habitualmente sinto que não tenho sentimentos profundos a escrever. Agora que ando ultra-preocupada só me apetece escrever banalidades.
Assim cabe-me informar-vos que o Sebastião é um homem mudado. Embora continue a ser um labrego e a comer sem colher, no fim dá beijinhos na mulher, o que é bem melhor do que aquilo que lhe fazia quando eu era pequena. E devem ser beijinhos bons para, ao fim destes anos todos, a mulher ainda aturar a bandalhice à mesa.

Assassinei

o pêlo da minha cadela. Arderei no Inferno.

segunda-feira, maio 08, 2006

Despromoção

Em protesto pela despromoção do meu clube vou mandar pintar o céu em tons de azul-Belenenses. Todos os dias por volta das 20.00h, a leste!

sexta-feira, maio 05, 2006

Fechar a porta

Hoje estou cheia de inveja daquelas profissões em que se chega ao fim do dia, se fecha a porta e não se traz trabalho para casa. Talvez seja por ser final de dia, final de semana e quase final de período. Talvez seja porque foi uma semana cansativa num ano cansativo e apetecia-me chegar a casa, fechar a porta e não pensar mais no assunto até Segunda-feira.
A verdade é que não consigo, nenhum professor digno desse nome consegue. E não é uma questão de organização. No meio do caos que, regra geral, rege a minha vida, tenho tudo da escola em ordem. As planificações diárias estão feitas, até ao final do ano. Os materiais estão organizados, as estratégias estão pensadas. E repensadas...
Mas não dá para fechar a porta, a cabeça está sempre lá. Há sempre "este ou aquele aluno que nos preocupa", "razões para certos comportamentos" e "o que mais podemos fazer para este aluno aprender"... E também: "onde raios estou eu a falhar?"
Esta última é a minha principal obsessão, aquela que me acorda a meio da noite e que acaba por me encher o cérebro enquanto se desenrola o quotidiano. É que não tenho dúvidas que falho, porque a turma, cheia de meninos espertos e vivos não está como devia. Ou como eu acho que devia.
No meio disto tudo falta-me a minha amiga A., mestre, colega e parceira dos momentos turbulentos. Nos anos em que trabalhei com ela as dúvidas encontravam resposta ou pelo menos eco e sentia que não lutava sozinha. Talvez um dia voltemos a trabalhar juntas...
Para já vou tentar fechar a porta um bocadinho, para ver se a minha cabeça descansa e se Segunda volto mais fresca.

quarta-feira, maio 03, 2006

O melhor momento do dia

É de manhã quando saio do banho e me volto a enfiar na cama, para aquecer e criar coragem. São dez minutos de conversa, meio ensonada, meio acordada, em que fazemos planos e revemos o dia anterior. O único tempo do dia em que estamos realmente juntos, antes das crianças e dos pequenos-almoços. O momento em que ignoramos o relógio e esticamos as unidades de tempo o mais possivel. Mas nunca é suficiente e o tempo acaba por vencer. Os minutos ganham aceleração e passam a correr até sairmos de casa. Depois arrastam-se até te voltar a ver... Bolas, tenho tantas saudades tuas!

Inveja

Tenho três amigas grávidas e duas a fazer planos para isso...

segunda-feira, maio 01, 2006

Baby Girl


Faz hoje 5 anos que a minha filhota saiu disparada para o mundo, 3.920 Kg de gente em busca de novas aventuras e, claro, do domínio do planeta. Desde esse dia que a minha vida se transformou numa permanente descoberta de novos aspectos numa personalidade forte e indomável. Hoje tenho todas as razões e mais algumas para festejar!

sexta-feira, abril 28, 2006

1801

Será este o número da sorte?

quinta-feira, abril 27, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Sair do armário

O facto de me assumir publicamente como blogger teve várias consequências, entre as quais a vontade que surgiu entre parentes e amigos de se juntarem à blogosfera. Bem-vindos!

segunda-feira, abril 24, 2006

Infiltrações

Devo dizer que a ida ao cinema não deu em nada. Só mesmo eu e a A., apesar dos 10 minutos sentada debaixo do poster, com a sensação de que toda a gente me olhava. O que vale é que eu sou uma eterna optimista e prometo-vos: isto não fica assim! Havemos de voltar a tentar. Até lá vão ver o filme, que o Clive está lindo, como sempre, e o Denzel dá aulas de representação. Ganda actor!

sexta-feira, abril 21, 2006

quarta-feira, abril 19, 2006

Sala King Card

Pois toca a transformar isto num convite aberto: o cinema é o Monumental Saldanha, o dia é sexta-feira, 21h e a hora para o encontro é às 21.45h nas bilheteiras do Monumental. Vou estar acompanhada da minha amiga A., portanto se não quiserem aparecer estejam à vontade que não levo seca. Vou esperar exactamente 10 minutos antes de comprar o bilhete, ou seja até às 21.55h. Como é que me reconhecem? A Escalla já me conhece e para quem mais quiser aparecer vou estar sentada debaixo do poster do filme, nem que para isso tenha que expulsar alguém de lá.
Apareçam!

terça-feira, abril 18, 2006

Eu quero...

...ir ver isto esta semana. Mas não tenho bilhetes nem companhia...

segunda-feira, abril 17, 2006

O tempo

Anda meio ranhoso. E eu também.

sexta-feira, abril 14, 2006

Comer carne

Comer carne hoje é suposto ser pecado. É um pecado um bocadinho parvo, mas nada que se compare a Isto . Se o Papa queria arranjar maneira de enterrar a Igreja Católica rapidamente, conseguiu-o. Estou condenada ao Inferno e nada preocupada.

quarta-feira, abril 12, 2006

Roupa

Este piqueno foi considerado o homem mais bem-vestido do ano pela revista GQ. Eu acho que também ficaria bem despido.

domingo, abril 09, 2006

Critica cinematográfica

Depois de ter visto este filme ontem e este filme a semana passada tenho a dizer que o Heath Ledger é mais sexy como cowboy do que como Casanova. Como Casanova tem uns trejeitos meio efeminados.

sexta-feira, abril 07, 2006

A cama

O meu João armou-se em super-herói aqui há dias e voou do sofá do meu quarto para a minha cama. Aterrou em segurança, sem grande estardalhaço e gostou tanto do vôo que o repetiu várias vezes. Eventualmente os parafusos da trave da cama cederam e produziram o barulho desejado. O super-herói levou um super-castigo e o pai foi chamado de urgência para ajudar a arranjar a cama, sob pena de não ter onde dormir.
Tudo foi solucionado, ou pelo menos eu achava que sim.
Esta noite, às 5 da manhã, tenho aquele sonho recorrente, vocês sabem, aquele em que parece que estamos a cair, só que acompanhado de um "crash" que me acordou completamente. De facto, tinha mesmo caído. Às 5 da matina ninguém se vai pôr a arranjar nada, pelo que o Jp mudou para a cama do quarto do João (para não fazer tanto peso) e eu passei o resto da noite a sonhar com escorregas e a acordar no fundo da cama. Não estou no melhor dos humores.

quinta-feira, abril 06, 2006

Male problems

Pois é, os homens são uns seres estranhos. O meu, ontem, chegou a casa disposto a substituir o anti-vírus. É verdade que o nosso tinha expirado há alguns dias e que era necessário renovar a subscrição. É verdade que eu andava a chateá-lo para resolver problema. Mas nunca sugeri trocar por outro. Muito menos um xpto que funciona por contas em que se tem acesso a umas coisas numa conta e a outras noutra.
Moral da história: O acesso ao mail está numa conta que desapareceu misteriosamente.
Graças ao homem da casa estou sem mail. Não era mais fácil renovar o anti-vírus já existente? Raio dos homens!

quarta-feira, abril 05, 2006

Os Dias da Rádio

Ainda estou meia aparvalhada com a notícia, mas parece que o meu Blog vai dar um programa de rádio. Também estou inchada, com um orgulho que me levou, pela primeira vez desde que tenho Blog, a contar aos meus melhores amigos. Não é que fosse segredo, não era era nada de importante. Agora estou toda babada.
Os dias da Rádio vão ser Sábado às 12h e Domingo às 19h (em repetição), e a Marta Santos vai dar voz às minhas divagações. Podem ouvir aqui e inscrever-se aqui.

Agora é que vou ficar convencida de vez!

terça-feira, abril 04, 2006

Hoje

Hoje é um dia pela metade, mais um dia que nunca vai ser inteiro.

sexta-feira, março 31, 2006

Água

A minha amiga M. perdeu o bebé. Era a primeira gravidez e um bebé muito desejado. E aqui estou eu, sem conseguir ligar-lhe. Quero dizer-lhe imensas coisas que sei que não consolam, que me fariam sentir melhor mas que não trazem o bebé dela de volta.
Quero dizer-lhe que se aconteceu isto algo estava errado e é "melhor assim" (este "melhor assim" deve ser inconcebivel para ela), que ela ainda é muito nova, que haverá outros bebés brevemente. Sei perfeitamente que nada disto serve. E assim não digo nada, deixo o marido mimá-la e fico aqui, quietinha, a chorar por dentro, por ela.
É só um bocadinho, que vai demorar um século a passar, que só lhe vai passar quando tiver o seu pequenino nos braços. E disto não tenho a minima dúvida, porque a minha M. vai ser (já é, todos os dias úteis) uma super-mãe.

quinta-feira, março 23, 2006

Barulhos na Cozinha

-O que estás a fazer Sofia?
-A preparar leite.
-Não. Acabaste de beber uma caneca.
-Sim!
-Não.
-É para logo!
-Eu não deixo!
-Então tenho que arrumar o material.

É como o Bruno diz

Assim!

quarta-feira, março 22, 2006

Chuva parva

É uma chuva miudinha que irrita sem molhar. Lembra-me os salpicos do mar, quando o barco atravessava as ondas, obrigando-nos a fechar os olhos e a inspirar o cheiro a maresia. Ou então os passeios no Inverno, ao longo do muro da marginal, com o vento a levantar as ondas, que se revoltavam e explodiam sobre as rampas. "O mar está zangado" - diziam-me. Odeio esta chuva parva. Odeio o mar, agora que os meus marinheiros já partiram todos. O Mar que faça o que quiser, agora quem está zangada sou eu.

Equinócio de Primavera

Foi ontem. Hoje o dia já vai ser ligeiramente maior que a noite. Há flores nos descampados perto da minha casa. Há também um vento frio e uma chuva que não o chega a ser. Oficialmente a Primavera começou. Quando é que chegará de vez?

quinta-feira, março 16, 2006

Gracinhas II

As notas da Sofia foram muito boas. Teve tantofaz a tudo.
Aqui há uns tempos cairam blocos de neve no Portugalo.

segunda-feira, março 13, 2006

Num dia assim...

...fiz um telefonema, logo de manhã, que colocou um ponto numa relação de três anos. Na altura não sabia se o ponto era final. Sabia que assinaláva uma paragem, o fim de um período. O que quer que acontecesse, dali para a frente nada seria igual. Depois levantei-me da cama e saí para a rua. Estava um dia assim, o primeiro do ano com a temperatura acima dos 20 graus e um Sol radioso. Nesse dia o Sol aqueceu-me a alma com uma sensação de liberdade intensa e a certeza absoluta de que era "o primeiro dia do resto da minha vida". Foi um dia feliz, em que esqueci os problemas e entreguei-me ao momento.
Os dias que se seguiram foram de grande angústia e dúvidas enormes que acabaram por conduzir à decisão de transformar aquele ponto num ponto final. Mas não é isso que interessa hoje. Interessa que saí à rua e, como todos os anos, voltei a sentir o Sol a aquecer-me a alma e a liberdade a inundar-me o espírito. E lembrei-me, mais uma vez, do dia em que a Primavera se tornou a minha estação preferida. Foi num dia assim...

quinta-feira, março 09, 2006

Mas esta semana não acaba?

Acho que se continua assim acaba comigo.

quarta-feira, março 08, 2006

Com isto na cabeça em loop

In a fleeting moment of a restless day
Driven to distraction
I was captured by the game
I have often wondered why I ever wanted to
Leave these scattered hours behind me and speed myself to you

I choose never to forget

I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
as viciously as these

I would not have believed you
Had I never seen
Now you and I are intimately pictured
In my dreams
I could not forsake you or fall tumbling away
And if I live in wonderland
I'm better off this way

I choose never to forget

I want our lips to kiss and our limbs to entwine
Let our bodies be twisted but never our minds
Is this love? (4x)
Set to work idle hands
Shake these thoughts
Had I planned them they never would be teasing me
As viciously as these

Is this love?

Alison Moyet

terça-feira, março 07, 2006

Tudo por culpa do Jon...

Dias influenciados pelo Jon: a excitação de ir assistir aos óscares em directo no Domingo, a ressaca do pouco sono na Segunda que se prolongou para hoje, devido a ter que esperar até tarde pelo médico para a Sofia. A chuva veio ajudar a tornar mais cinzento o mundo transfigurado pela falta de sono. Esta cinzentude é agravada pela quantidade monstruosa de reuniões desta semana: três ontem, duas hoje, uma amanhã e outra sexta. Como se não bastasse hoje tenho também surpervisão de prolongamento. Onde é que eu estava com a cabeça quando pensei iniciar esta semana complicada com duas horas de sono?

segunda-feira, março 06, 2006

quinta-feira, março 02, 2006

Clive

Fui ver este filme. Gostei imenso. E, de facto, não foi só da paisagem. Será este assim tão bom?

sábado, fevereiro 25, 2006

Porto

Aqui chove e faz frio. Não podia chover noutro fim de semana quando eu não estivesse cá? Apetece-me tanto explorar a cidade a pé...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Panarício

É o que a minha Sofia tem no polegar esquerdo, que lhe valeu um frasco de antibiótico. Raio de coisa dolorosa que a minha princesa apanhou! Devia ser proibido em meninas pequenas. O que vale é que ela é muito valente e aguentou de polegar esticado enquanto a enfermeira a torturava. Chorou um bocadinho, mas portou-se melhor que muitos adultos (segundo a enfermeira) e não fugiu com o dedo. Estou muito orgulhosa da minha pequenina. Agora a ver se aprende a não arrancar peles dos dedos com a boca.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Faceta de Animal

You Are Animal
A complete lunatic, you're operating on 100% animal instincts.You thrive on uncontrolled energy, and you're downright scary.But you sure can beat a good drum."Kill! Kill!"
The Muppet Personality Test

Trabalhar é preciso

Mas quando vamos trabalhar só porque é preciso está o mundo muito mal... Tenho que arribar!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Invernar

Ando a Invernar. Será que migrando para Sul isto passa?

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Dia dos Namorados

O meu filhote tem uma namorada, a pequena Maria, com olhos castanhos e vivos e um longo cabelo louro. Tem sido um romance pegado, desde o início do ano. Para o dia dos namorados resolveu escrever-lhe um poema, sem ajuda, que a mãe babada não resiste a publicar. É um poeta o meu príncipe.

Maria
Sem ti o meu coração,
É uma sombra fria
Contigo
Estou cheio de alegria

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Ultra-levur

Precisam-se de vários caixotes. Entregar com urgência no Ministério da Educação, Avenida 5 de Outubro, Lisboa.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Mais beijos

Your Famous Movie Kiss is from The Empire Strikes Back
"Captain, being held by you isn't quite enough to get me excited."

domingo, fevereiro 05, 2006

Anos

No dia em que fiz trinta anos estava muito, muito feliz. Fiz uma enorme festa com todos os meus amigos. Lembro-me de me sentir bem comigo, realizada profissionalmente e de adorar a minha vida. As coisas mudaram entretanto e eu nem sei bem como. Objectivamente estão melhores do que alguma vez estiveram, mas o sentimento de satisfação já não está lá. Como dizia aqui há dias, falta-me um projecto novo.
No entanto, a festa foi formidavel, diverti-me imenso, lembrei-me que, de facto, tenho muita sorte em ter os amigos que tenho, que me encheram de mimos. Diverti-me imenso, obrigada a todos.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Raios

Hoje era suposto ser um dia atarefado, com muitos afazeres e uma reunião. Afinal fiquei de molho em casa com vómitos e diarreia. E como se não bastasse a máquina de lavar roupa avariou. Bolas!

sábado, janeiro 28, 2006

Mãe Solteira

Há cerca de 2 anos e meio que sou mãe solteira. Lembro-me que nos primeiros tempos horrorizavam-me as compras, o ter que descarregar o carro e levar tudo para cima sozinha. Os miúdos, num instante, começaram a ajudar a levar os sacos mais leves e comecei a comprar quantidades pequenas. Como não precisava de esperar por companhia podia sempre ir mais vezes às compras. Lembro-me das birras da Sofia nos primeiros meses, enormes, por tudo e por nada, como se a estivessemos a maltratar. Depois, com o tempo a rotina do "sem o pai" instalou-se. No entanto ainda me custa adormecer sem companhia e tenho que me conter para não disputar a atenção do pai com os miúdos. Mas odeio a situação.
Era fácil dizer que admiro as mães que criam os filhos sozinhas, mas não admiro nada. É chato. Não é difícil, faz-se. Mas é muito desagradável não poder compartilhar as gracinhas e as descobertas, as notas e os castigos. E é chato ter que pegar no telefone para desabafar em vez de esperar pelo fim do dia e contar tudo olhos nos olhos.
Eu sei que tenho sorte, que é uma situação transitória, que temos os Domingos e as férias escolares. Mesmo assim, odeio a situação. A única coisa que torna tudo mais fácil de suportar são os dez minutos diários, às 6.45 da manhã, em que saio do duche e volto a enfiar-me na cama, para aquecer e criar coragem. É sempre o melhor momento do dia.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Pré revolução

O meu sindicato resolveu fazer um plenário. Eu resolvi ir. Depois descobri que afinal liberdade sindical não é para todos. Tenho que começar a repensar as minhas opções profissionais. Ou será a minha nacionalidade?

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Não quero os resultados de ontem!

E não estou a falar de futebol.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Cinema

Adoro cinema. Desde a primeira vez, com 5 anos, em que me maravilhei com o tamanho daquela televisão, que fiquei viciada. No entanto, de há uns anos para cá, não tenho conseguido matar a fome ao vício.
Quando comecei a namorar com o JP achei que me tinha saído a Sorte Grande. Afinal com um namorado que trabalhava numa empresa ligada ao cinema, de certeza que haveria bilhetes para dar e vender. Sendo ele a minha alma gémea não me passou pela cabeça que não gostasse de cinema. Pouco tempo depois percebi que a vida nunca é assim tão simples. Claro que ele gostava de filmes. Mas se via cada filme 25 vezes antes de estrear, perdia a piada ir ao cinema. Para agravar a questão, aos poucos, ver filmes deixou de lhe parecer boa ideia para os tempos livres.
Apercebi-me, então, que detestava ir ao cinema sozinha. Mais do que ver um filme, gosto do ritual, de sair de casa, de comprar o bilhete, de beber um café a correr porque o filme está quase a começar, de comprar (sim, eu admito, sou dessas) um enorme balde de pipocas, metade doce, metade salgado, para devorar durante a sessão.
Portanto, ao fim de um ano de casada, tenho bilhetes para dar e vender mas não tenho companhia. Nesta altura a paixão sôfrega que nos assolou durante os primeiros tempos de casados começa a dar lugar a um amor calmo e confiante e começo a ponderar ir ao cinema sem ele. É então que fico grávida, o que me destrói irremediavelmente como cinéfila. Um simples anúncio publicitário reduz-me a lágrimas. Está fora de questão ver filmes que envolvam criancinhas. E pensando bem, qualquer ser humano pode ser o meu filho. Seguem-se quatro anos de comédias românticas e filmes leves "ad nauseum". Não vi o Titanic. Não vi o 6º sentido.
Findos os quatro anos a minha sensibilidade começou a melhorar e deixei os berreiros por tudo e por nada. Ainda pensei nisto antes de aumentar a família mas não me pareceu uma razão suficientemente forte para não o fazer. Vá-se lá saber porquê. E voltamos à Meg Ryan em grande estilo.
Passados 4 anos e uns meses, venho por este meio declarar-me pronta a redescobrir a minha paixão. Afinal vi o Sin City sem pesadelos. Portanto, da próxima vez que se sentirem incomodados com o ruído das pipocas ao vosso lado no cinema, olhem bem, que posso ser eu. Se o balde for dos grandes, sou de certeza. Isto se arranjar companhia e pontos de baby-sitter.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Dúvidas Existênciais

A Sofia anda cheia de dúvidas (palavra dela):

-Quem fica com as casas das pessoas que morrem?
-Os mortos-vivos andam de olhos fechados?

Já eu gostava de saber onde é que ela vai buscar estas taras...

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Preciso...

... de um novo projecto. Isto anda a tornar-se monótono.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Notícias

Hoje de manhã estavam 0ºC e havia uma camada de gelo no meu para-brisas.
Parece que vou passar menos duas horas por semana na escola.
Vou ver os óscares em directo este ano. Pena é não ser ao vivo.
Baaaa!

sábado, janeiro 07, 2006

Fim de Semana

Foi uma semana longa e banal. O que me vale são as gracinhas dos meus filhotes, a irromperem o cinzento, arrancando-me sorrisos e aquecendo-me o coração.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Resoluções de Ano Novo

A vontade de começar algo de novo em 2006 é grande. No entanto 2005 deixou-me mal resolvida, portanto, antes de mais, há que resolver-me. Por outro lado as resoluções de Ano Novo tornam concretos objectivos mais facilmente fracassados do que se não passarem de vagas ideias ou vontades. O Ano Novo poderia começar já agoirado. Outra das coisas que me desagradam nestas resoluções, é a prisão que as metas estabelecidas logo no início representam. Sei que os meus sonhos são voláteis e vão-se modificando ao sabor das minhas próprias mudanças de personalidade, à medida que vou crescendo, amadurecendo, ou, de facto, envelhecendo. Gosto de ser livre para mudar de ideias.
Agora que divago sobre isto apercebo-me de que nunca estabeleci resoluções de Ano Novo no passado. Limitei-me sempre a desejar um Ano melhor que o anterior, sem explicitar nunca o que iria fazer para que isso acontecesse. Excepto 1994, quando desejei que o Novo Ano fosse igual ao anterior. Não foi. Nada na vida é igual. O que, este Ano, é uma espécie de conforto.
Assim, para 2006 resolvo resolver-me, ou pelo menos, fazer algo por isso.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Café

Hoje fui beber um café com esta menina. Adorei a claridade das ideias a condizer com o olhar. O tempo passou a correr e deixou vontade para mais.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Limbo

Tenho andado a ver o tempo passar. Estranhamente relaxante.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Hey!

Andas a ler isto?

Barrigada

Estive obsessivamente a ver Friends nas últimas 48 horas. Acabei agora. Venham as próximas sete temporadas!

terça-feira, dezembro 20, 2005

1 ano

Foi, sem dúvida, o ano mais estranho da minha vida.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Interessado no Natal

O meu vizinho de baixo sempre foi muito discreto na forma como comemora o Natal. Numa rua que concorre com a Rua do Ouro no que respeita a iluminações de Natal, o meu vizinho limitava-se, tal como eu, à discreta Árvore de Natal. É verdade que a dele era colocada bem perto da varanda, para se ver da rua, mas perante o gosto psicadélico do resto da vizinhança, passava perfeitamente despercebida. Fiquei portanto muito espantada quando cheguei a casa a semana passada e me deparei com um Pai Natal a baloiçar perigosamente de uma corda iluminada, na varanda por baixo da minha.
A Sofia concluiu rapidamente que era assim que o Pai Natal chegava à nossa casa, trepando alegremente de varanda em varanda. Como não temos lareira, o exaustor não a estava a convencer muito. Eu limitei-me a comentar com ela que o vizinho estava entusiasmado com o Natal. No dia a seguir a Sofia aponta-me outro Pai Natal igual, mais à frente na rua: "Vês, Mãe? Aquele vizinho também está interessado no Natal!" e tendo em consideração a rua onde moramos, em pouco tempo concluímos que toda a rua estava muito interessada no Natal.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

A Maria Neura e toda a sua família...

...acompanham-me por estes dias. É o maldito Inverno do meu descontentamento que Sol algum torna glorioso Verão. Já o filho, agora que se fala nisso, não precisa de ser de York para aquecer a minha vida. O problema é que há dias em que não chega e eu não consigo aquecer/esquecer.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Não quero fazer o almoço

Alguém que venha e o faça por mim, se faz favor.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Cultura de Escola

Muito podia dizer sobre este assunto. Mas se calhar não é boa ideia, porque hoje estou particularmente irritada. Portanto digo que é mau quando o ambiente anda... tétrico, é mau quando o nosso trabalho não é reconhecido, mas eu sou teimosa e vou continuar a insistir. Enquanto depender de mim o ambiente vai ser bom. E pronto!

terça-feira, dezembro 06, 2005

Aventuras

Ontem chegaste com a proposta de outra aventura. Esta parece bem difícil. Pensei nela o dia inteiro e acho que sim, mais uma vez aventuramo-nos juntos. Desta vez tenho medo. Agora é só torcer para que corra bem. Não tenho a menor dúvida de que o próximo ano vai ser um ano interessante, no sentido que é dado pela velha maldição chinesa.

domingo, dezembro 04, 2005

Natal de 2003

Chorei que me fartei com este filme e saí do cinema com a alma mais leve. Hoje voltaram-se-me a encher os olhos de lágrimas... Grande filme.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Net na Escola

Hoje, após dois meses e meio de intensos pedidos, colocaram net na minha sala. Agora não consigo parar de pensar em coisas pra fazer com aquilo. Vai ser um final de período interessante.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Ai, os homens do cinema.

Ontem vi isto. Ok, acaba mal. É verdade, tem criancinhas a sofrer, que me dá cabo da alma. Mas depois tem este homem. Ainda bem que eu não conheço. Não haveria desodorizante que resistisse.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Sem Norte, sem Sul, sem sentido...

Fico completamente desorientada quando tenho os meus filhos doentes. Especialmente quando não sei o que têm. Esta doença da Sofia tem sido particularmente complicada, com ela a ser observada por médicos que se revelam sucessivamente mais incompetentes. Não quer dizer que não tenham acertado no diagnóstico, provavelmente até acertaram, mas aborrece-me a forma como a observam e como não me dizem as coisas.
Na Quarta-feira enchi, depois de um senhor ter conseguido a proeza de observar a Sofia sem lhe tocar, dizendo-me depois que o melhor era reduzir a dose do antibiótico e parar mesmo de lho dar dois dias antes do fim.
Telefonei à pediatra da Sofia que acedeu em vê-la ontem, fez-lhe logo análises e reviu a medicação. Parece que estava tudo a ser bem feito, mas o bicho deve ser resistente ao raio do antibiótico. Agora parece estar tudo sob controlo.
O que me fez repensar a questão dos médicos. É complicado termos o médico de confiança, sempre à disposição, sem um custo exorbitante. A nossa opção tem sido ter a pediatra às 3ª feiras no consultório e sempre disponível no telemóvel. É razoavel por 3,99 €, que é o que pagamos através da ADSE. Acresce que tenho total confiança nela. Claro que esta opção deixa os restantes seis dias da semana a descoberto e nem tudo pode ser resolvido via telemóvel. Para estes dias tenho um seguro de saúde que me envia o médico a casa durante a noite. Claro que são clínicos gerais, está bom para uma gripe ou isso, mas para algo mais complicado torna-se dificil. Aí dá para ir ao Hospital Distrital da Sede de Concelho, através da linha Saúde 24, mas só quando o Centro de Saúde Cá do Sítio está fechado. Foi o que fizemos no Domingo. Nem foi mau, foi rápido e foi aí que nos passaram o bem dito antibiótico que ninguém ia adivinhar já ter resistências no bicho.
Na Quarta não tivemos tanta sorte e a Saúde 24 enviou-nos mesmo para o Centro de Saúde Cá do Sítio. Mas a Sofia tinha de ser vista e eu fui até lá. Felizmente a Pediatra dela é tão querida que acedeu a vê-la ontem, no local onde estava a trabalhar e onde não é suposto ver crianças da idade da Sofia. Provavelmente até pode arranjar problemas por isso, espero que não. É por isto que vou manter o mesmo esquema. Não é 100%, mas não me ocorre nada melhor. Se calhar arranjar um seguro de saúde que me permita ir à CUF Descobertas. Não estou a ver outra hipótese. Se tiverem ideias, digam-me.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Cefaleias

A Sofia continua doente. Eu fico sempre desnorteada quando tenho os meus filhotes doentes, com incertezas em relação aos diagnósticos, aos medicamentos, aos médicos... Na verdade nem me apetece escrever mais.

sábado, novembro 19, 2005

Sexta-feira

Deveria ter sido um excelente dia. Com a greve programada, estava prontinha para ter um dia descontraído e até pensei ir à manifestação. Mas o destino conspirava contra mim.
Começou logo de manhã, com o boato de que a televisão ia à escola. Como boa delegada sindical, eu teria que estar lá, toca de correr para o cabeleireiro, para ter um aspecto menos horripilante do que aquilo que é costume. Correr para a cidade do lado para ir buscar uma colega que também fazia greve e correr para a escola da Sofia, para que ela chegasse a horas.
Depois fui para a escola, descobrir que havia 5 pessoas que se tinham baldado à greve. 4 dessas pessoas, colegas no topo da carreira, a quem, se calhar, não faria tanta diferença a quebra no rendimento e que já estão a sentir na pele as medidas da ministra. Masoquistas.
A televisão não apareceu e lá sigo eu para a nova nutricionista, de novo para a cidade do lado. Ao chegar à referida cidade, o meu carro (novinho) apitou de repente, acendeu ume luzinha no tabelier e assinalou anomalia Anti-poluição no computador de bordo.
Segui-se uma tarde de caos completo, com o meu carro a ficar de molho numa oficina com "problemas" na bomba de injecção, os meus filhotes a faltarem à natação e eu a faltar à manifestação.
Acabei por ir buscar a Sofia à escola no táxi que era suposto levar-me à empresa de aluguer de carros, que ficava, como é óbvio, no Aeroporto. Portanto eu, a minha mãe e a Sofia acabámos por enfrentar a 2ª Circular, numa sexta-feira chuvosa, às 17.30 da tarde, juntamente com um taxista açoreano que opinava entusiasticamente sobre futebol e corrupção. "Não pode haver pior!" pensei eu, enquanto via o tempo a escorregar por entre as filas de carros. Mais uma vez o destino conspirava contra mim.
A Sofia, que saiu da escola a palrar sobre o que ia fazer na natação, calou-se, de repente, quando lhe disse que não ia haver natação e fez todo o caminho calada e imóvel, até ao Aeroporto.
No regresso, enfiadas num Toyota Corolla que se veio a revelar acanhado e mesquinho de espaço, a Sofia começou a queixar-se de dores de cabeça e de vontade de vomitar. Valeu-me a minha mãe, que se mudou para o banco de trás e tirou um saco de plástico da manga, evitando a limpeza a seco dos estofos do carro de aluguer. A Sofia vomitou todo o caminho de regresso a casa, chegou com 37,2º de febre e ficou a dormir em cima da cama, sem pijama nem nada, enquanto eu ia buscar o João e comprar jantar. A minha mãe tapou-a com uma mantinha e ficou com ela.
Cheguei às 20.30h, com o jantar ainda por fazer, para descobrir que não tinhamos posto a Sofia a fazer xixi e o edredão estava encharcado, ao mesmo tempo que o telefone não parava de tocar, com a noticia da nomeação do novo executivo do Agrupamento (finalmente).
Hoje o dia amanheceu frio e chuvoso, a Sofia não tem febre nem vómitos, mas ainda se queixa de dores de cabeça, o edredon está na máquina e eu tento convecer-me que o meu carrinho novo está avariado e que ontem não foi dia 13.

quarta-feira, novembro 16, 2005

O João Bonzão

O meu filhote faz parte de uma nova geração de crianças que faz coisas nunca antes vistas, como "clicar" em todos os botões (nunca carrega, nem pressiona) e fazer "save" às páginas dos livros em vez de as marcar. É a geração dos meninos que sabe tudo e já viu tudo e, no entanto, é tremendamente sensivel.



Hoje, como sempre, ficou dentro do carro enquanto eu ia buscar a irmã à escola. Quando saí, passados 5 minutos, estava aflítissimo. Contou-me, com um ar muito infeliz, que, depois de eu ter entrado na escola, tinha de lá saído uma mãe com um filho "mais pequeno do que a Sofia. Ele estava a chorar imenso e quando chegou ao carro a mãe beteu-lhe muito, muito, muito."
Eu tinha visto a criança dentro da escola, a fazer uma birra tremenda porque queria acabar de ver um video e não se queria ir embora, enquanto que a mãe, com um ar visivelmente cansado e o irmão de 1 mês ao colo, o tentava arrastar dali para fora. Tentei explicar isto ao João, que a mãe devia estar cansada, que o menino estava a fazer uma birra sem razão e qua a mãe lhe devia ter batido por isto. Não devia ser novidade para ele. Eu defendo que uma palmada na hora certa resolve muita coisa e o João já levou várias.
Nessa altura o João começou a chorar. "Tu não viste mãe, não foi só uma palmada, foram mais de uma dúzia e depois agarrou nele e abanou-o."
Fiquei sem saber o que dizer. Perplexa com a enormidade da violência para com uma criança tão pequena e a sensibilidade do meu filhote, que chorava por aquele menino, que não conhecia de lado nenhum. Acabei por sair do carro, ir até ao lugar dele e abraça-lo até acalmar.
Não dei mais nenhuma explicação ao João. Não há explicações para isto. Garanti-lhe que o amava muito. Fiquei preocupada com aquela família e muito preocupada com o meu filho, com um coração demasiado grande para o mundo real.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Correu Bem

Veio toda feliz, a dizer que todos lhe tinham pedido os óculos emprestados. Mas o que mais me marcou foi a frase dela no carro:

- Mãe, a final o Mundo é enorme! Vejo tudo, até lá ao fundo!

E é assim que uns óculos vermelhos aumentam o tamanho do Universo.

domingo, novembro 13, 2005

Ver com ajuda

Comprei os meus primeiros óculos com 5 anos. Muito cedo. Usei óculos quase toda a minha vida. Nesta altura estou mais do que habituada. De tal maneira que da unica vez que experimentei lentes de contacto tive que ir a correr comprar uns óculos de sol sem graduação. Não conseguia andar na rua sem óculos. Sentia-me desprotegida.
Quando fui mãe fartei-me de testar a visão dos meus filhos. O João via aparentemente bem. Aos 6 anos descobrimos que não era bem assim. Tem hipermetropia, mas é uma coisa minima e é muito provavel que passe com o crescimento. Nem conseguimos que use os óculos que lhe comprámos, está sempre a deixá-los por tudo quanto é sitio. A verdade é que não precisa deles.
Com a Sofia a situação é bem diferente. Muito cedo percebi que não via bem. Tinha dificuldade em identificar as pessoas ao longe e via televisão sempre muito próximo. Quando ela tinha dois anos falei com um amigo oftalmologistaque me recomendou que esperasse. Diz ele que quanto mais tarde mais exacto é o diagnóstico e desde que não parecesse prejudicar o quotidiano... O mês passado a educadora queixou-se de que a Sofia trabalhava sempre com o nariz em cima do monitor do computador e a cara em cima dos desenhos.
Para resumir, que isto já vai longo, os óculos chegaram ontem. É hipermetropia e astigmatismo e numa quantidade significativa. Para já, seguem-se 3 meses sem tirar os óculos. Ou como diz a Sofia, tira-se para a natação, para tomar banho e para dormir.



Amanhã estreia-se com os óculos na escola. Um ano mais cedo do que o que me aconteceu a mim. Está feliz da vida, a achar-se uma princesa. Espero que os outros também a achem. Espero que já não existam caixas-de-óculos no mundo.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Desnetada

Pois estou mais ou menos sem net. O pc principal está a arranjar e no portátil é tudo muito pouco prático a começar pelo bendito e-mail, do qual nem sequer sei a password. Suponho que o JP saberá, mas com o recomeço das aulas em força vejo-o cerca de 20 minutos por dia. O Inverno está a chegar demasiado depressa.

terça-feira, novembro 01, 2005

Bonecas Russas

Ontem fui ver este filme e adorei. saí do cinema muito bem dispostas e contente com a minha sorte. A pensar que há mais gente que vê o mundo como eu. E que ainda se conseguem fazer comédias sem sabor a parvo.

domingo, outubro 30, 2005

Este Natal Quero Amigos

Baseada na maravilhosa ideia da Sofia, gostaria de pedir isto:



ao Pai Natal. E já agora também este:




Se considerarmos que existem 10 não estou a pedir muito, pois não?

Também gostaria que alguém me explicasse que raios vejo eu nesta novela para gostar tanto dela...

Existe uma relação

Directa entre a Internet e a frequência com que eu deixo queimar a comida. Hoje foram as almondegas. Ora Bolas!

sexta-feira, outubro 28, 2005

Bad bad Mail

Porque raios não funciona o endereço de e-mail que criei para os meus alunos?
Como é que agora lhes vou dizer que ninguém respondeu à nossa carta? Raios!

quinta-feira, outubro 27, 2005

Bom tempo

Se avizinha. Pelo menos em termos de ambiente de trabalho. Ou será apenas a minha fé?

segunda-feira, outubro 24, 2005

Ampulhetas

Parecem medir os meus dias. O tempo escorre velozmente e não dá para nada. Raios!

quinta-feira, outubro 20, 2005

Viva o café

O ambiente da sala de professores da minha escola mudou radicalmente. De 3 gatos pingados que diziam mal de tudo e de todos, passou a uma dúzia de adultos bem dispostos que conversam sobre tudo e trocam piadas. E tudo graças à instalação de uma máquina de café. Sabe tão bem aquele café a meio da manhã!